Isolamento: a relação entre a respiração e a ansiedade

Psiquiatra traz dicas de respiração para controlar a ansiedade

O cenário causado pela pandemia de Covid-19 gerou, entre outros efeitos colaterais, um grande impacto na saúde mental das pessoas ao redor no mundo. O isolamento social imposto pela doença trouxe alterações significativas na rotina, uma vez que aulas foram suspensas, empresas adotaram o trabalho remoto e, inevitavelmente, o contato com amigos e familiares e tornou virtual.

Ansiedade: quando o sentimento vira transtorno

A psicóloga Patrícia Olivo Poiani, que atua no Centro APS da Unimed Paraná, conta que, em sua experiência, a busca por atendimento, acolhimento e orientações tem aumentado nesse período. “A incerteza de quando esse momento irá passar, assim como o medo do adoecimento e da morte, fez com que as pessoas entrassem em contato com suas fantasias e sentimento de impotência diante do desconhecido”, diz. Esses pensamentos e sentimentos potencializam os sintomas de ansiedade, de acordo com a profissional.

A relação entre respiração e ansiedade

Nesse momento de angústia e sentimentos negativos, técnicas de respiração podem ser boas aliadas, como explica a médica psiquiatra, Ana Paula Rosa Filgueiras. “Existem técnicas simples de respiração, que podem ser realizadas em casa e são capazes de aliviar os sintomas da ansiedade – como a agitação, os pensamentos repetitivos e a dificuldade para dormir”, diz.  “A meditação, justamente por focar em uma respiração mais calma e atenta, também é uma técnica que pode mitigar os sintomas de ansiedade e diminuir os batimentos cardíacos”, completa a médica.

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Exemplos de práticas respiratórias:

  1. Sente-se de forma confortável, pode ser em uma cadeira ou no chão, com uma almofada embaixo do quadril. Se preferir, pode fazer deitado também
  2. Deixe a respiração fluir naturalmente pelo nariz. Comece a observar as partes do seu corpo que estão tensas e contraídas e vai aos poucos relaxando estes músculos.
  3. Relaxe os ombros, o quadril, as pernas, os músculos do rosto. Depois, vai se conectando com as partes do corpo envolvidas na respiração. Que partes do corpo se movimentam quando você inspira e quando solta o ar?
  4. Se o movimento se concentra mais abaixo do tórax ou mais acima do tórax. Seu abdômen também se movimenta? Lembre-se de não tentar modificar o ritmo natural da sua respiração.
  5. Agora, observa a entrada e a saída de ar pelas narinas. Observe onde o ar toca durante a expiração e a diferença de temperatura do ar que entra e do ar que sai pelas narinas.

No canal do Instagram da psiquiatra, (@conecta.saude), é possível ver essas e outras técnicas para diminuir a ansiedade em tempos desafiadores à saúde mental, como o que estamos vivendo.

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