Na gestão da saúde, a importância do RES

Na gestão da saúde, a importância do RES

Gordilho: a saúde está se transformando rapidamente e um dos grandes impulsionadores é a tecnologia

Luís Gustavo Kiatake, presidente da SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde), Roberto Gordilho, fun-dador e CEO da GesSaúde, professor, palestrante, apresentador do Canal GesSaúde no Youtube e autor do livro “Maturidade de Gestão Hospitalar e Transformação Digital – Os caminhos para o futuro da Saúde”, participaram da mesa-re-donda, do Suespar, “A importância do RES na transformação da gestão da saúde”, coordenada por Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil.
Gordilho lembrou que a saúde está se transformando rapidamente e um dos grandes impulsionadores é a tecnologia. “Estamos vivendo a quarta revolução industrial na Saúde ou também chamada Saúde 4.0, que está trazendo um novo cenário para todo o Sistema de Saúde no Brasil”, destacou. Segundo ele, o conceito de indústria 4.0 é aplicado na área da saúde, quando nos referimos ao processo de automatização clínica de tarefas que antes eram executadas manualmente, com a digitalização de dados médicos e laboratoriais etc.
As revoluções industriais primeira fase (1740) — manual e o início da mecanização; segunda fase (1840) — eletricidade e manufatura em larga escala; terceira fase (1950) — uso de mecanismos de computação, tecnologia da informação e telecomunicação; e quarta fase (2000) — Saúde digital, IOT, IA, eco-nomia colaborativa, etc.
Ou seja, a saúde 4.0 “é
a união do universo da tecnologia com o da saúde através da computação em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas (IOT), telemedicina, mapeamento genético e etc. nos dispositivos médicos, smartphones e dispositivos vestíveis para trazer os melhores recursos médicos em prevenir e não apenas remediar e curar as doenças. A Saúde 4.0 não tem uma função apenas de tratar doenças, ela serve para buscar a prevenção e o bem -estar de cada ser humano!”
Gordilho alertou que, além das transformações tecnológicas, o sistema de Saúde está passando por outras importantes transformações. Como Mudança no modelo de remuneração (Convênios); geração Y chegando na liderança das organizações; transformação digital; processo de consolidação da saúde (formação de grandes redes); verticalização; e novos concorrentes.
Com tantas mudanças, Gordilho acredita que o foco vai deixar de ser apenas tratamento e cura e passará a incorporar a prevenção. E a base da prevenção ativa é a informação.
Kitiake foi no mesmo ritmo, lembrando que as mudanças implicarão na necessidade cada vez maior de informação e informação com qualidade. São essas informações que vão colaborar na mudança no modelo de pagamento, medir os desfechos e colaborar na promoção da saúde. Conhecendo bem de perto a realidade dos beneficiários e for-mas de atuação.
Pullin reforçou que a Saúde 4.0 se incorpora no processo de transformação da sociedade como um todo. Torna exponencial a digitalização dos dados clínicos e a interação entre médicos e pacientes. O indivíduo, até então visto apenas como o cliente ou paciente, ganha um papel fundamental. Ele agora participa ativamente das decisões em relação à sua saúde. Para Pullin, esse avanço tecnológico tem potencial para dar sustentabilidade às instituições e melhorar a boa prática médica. “A digitalização dos dados clínicos e a interoperabilidade de dados entre os diversos pontos de atendimento geram mais qualidade e segurança de atendimento para um cuidado médico mais eficiente”, frisa.
Isso não significa que não existam desafios. Há alguns importantes, mas também benefícios como cuidados digitais: superconjunto de tecnologias ampliadas por meio de suporte em tempo real, virtualização, Internet das coisas (IoT) e análises clínicas avançadas; fomentar a promoção da saúde e bem-estar, detecção precoce de doenças, executar diagnósticos e tratamentos mais precisos, monitoramento de beneficiá-rios; fornecer modelos de prestação de cuidados mais integrados e implantar o cuidado ordenado de assistência à saúde. Em todas essas situações, o RES é fundamental para a transformação do setor de saúde e abre o caminho para a computação cognitiva e virtualização de cuidados.
Na ocasião, Pullin destacou que o RES da Unimed já está à disposição do Sistema. Ele consiste em uma plataforma de saúde capaz de armazenar e compartilhar informação clínica de toda a cadeia envolvida no atendimento aos beneficiários. Seus objetivos são prover informações clínicas dos beneficiários aos médicos cooperados facilitando a prática médica no processo assistencial, dar suporte aos processos e serviços de atenção à saúde, permitir a gestão da saúde com mais qualidade e eficiência. Quer saber mais? Entre em contato com a Unimed do Brasil. 

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