Qualidade assistencial nos hospitais garante reconhecimento ao Segurança em Alta

Qualidade assistencial nos hospitais garante reconhecimento ao Segurança em Alta

Entidade participou do Programa Prevenção em Alta e melhorou processos internos, mas continua trabalhando para se tornarem excelente no atendimento

Programa foi premiado nacionalmente por trabalho desempenhado na melhoria do atendimento e dos processos assistenciais das instituições hospitalares

O Programa Segurança em Alta está presente em 15 Singulares do estado do Paraná, com 51 Hospitais participantes que representam um total de 5.126 leitos. Entre esses Hospitais, 25 contemplam o atendimento misto, planos de saúde e Sistema Único de Saúde (SUS) e os outros 26 o atendimento somente de planos de saúde e particular.
Na avaliação do superintendente de Serviços às Singulares, Willian Stocco, esses números representam uma conquista imensa, e contribuíram para o Programa receber o Prêmio de Boas Práticas – Edmundo Castilho, na categoria Recursos Próprios, concedido pela Unimed do Brasil.
Para Stocco, a premiação é resultado do trabalho que tem acontecido em campo. “Foi mais uma conquista do Programa, alinhada ao trabalho que vem sendo desenvolvido em conjunto com as Singulares e os hospitais. E essa premiação nacional na categoria Recursos Próprios está bastante relacionada à participação dos recursos próprios no programa, no qual, como exemplo, podemos citar o Hospital Geral da Unimed – Ponta Grossa, que já era acreditado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). E entendemos que, com o apoio do Segurança em Alta, aliada à dedicação, comprometimento e investimento da diretoria da Unimed Ponta Grossa, dos colaboradores e gestores do hospital e dos seus cooperados, foi possível a instituição receber o upgrade em sua acreditação perante a entidade”.
A mesma percepção sobre a melhoria na acreditação do ONA também ocorre internamente pela equipe do HGU. “Implementamos no Hospital a metodologia NPS e atualmente atingimos 56% no quesito recomendação do serviço prestado, com isso, entendemos que existe a percepção da qualidade pelo paciente e familiar atendido. Nosso grande desafio é buscar pela excelência e, se continuarmos com o apoio do Programa, chegaremos lá, assim como conquistamos uma melhor nota perante o ONA”, destaca a gerente corporativa do Núcleo de Gestão da Qualidade do HGU, Mônica Lice Traub.
O foco do Programa está na promoção da qualidade e da segurança à assistência, e funciona como um alicerce na educação continuada dos gestores e equipe dos hospitais para que possam melhorar os processos internos que refletem no atendimento dos pacientes. O programa, atualmente, é uma referência nacional. O Prêmio foi uma forma de reconhecimento das práticas locais desenvolvidas pelas Singulares e a Federação.
Segundo explica o Stocco, quando o Segurança em Alta é implementado, é percebido por todos aqueles envolvidos no processo. “O objetivo do Programa é contribuir para melhoria do nível de segurança dos processos de atendimento aos pacientes internados. Nos hospitais onde é implementado, atinge todos os processos assistenciais, todos os atendimentos, e todas as ações das instituições, além dos profissionais relacionados. Ou seja, a mudança chega até aqueles que participam do ambiente ou vão precisar dele”, observa e detalha sobre o impacto e a sinergia gerada.
A experiência no HGU mostra que esse acompanhamento dos processos resulta justamente nesse ganho de forma ampla. “Os profissionais são acompanhados presencialmente, com orientações, com práticas, oportunizando o entendimento das melhores práticas, ferramentas para qualidade e análises dos processos implementados”, relata Mônica,

Como funciona
O Programa Segurança em Alta tem como objetivo promover a qualidade e a segurança da assistência aos Prestadores Hospitalares que representam 80% dos atendimentos do Sistema Unimed no Paraná. Realizado de forma voluntária e reservada, é um programa de educação continuada para esses hospitais. Possui uma metodologia específica de avaliação da qualidade, baseado nas legislações de saúde e em processos de certificação da acreditação hospitalar. Por não ter caráter fiscalizatório e nem prescritivo, o Segurança em Alta é um programa de promoção à qualidade assistencial hospitalar.
A ideia é estabelecer, por meio dessa orientação, uma cultura de segurança assistencial, não punitiva, que transforme as experiências com as falhas em oportunidades de melhoria. “Como o programa não se limita aos atendimentos prestados para os clientes Unimed e avalia a cadeia assistencial como um todo, mesmo os pacientes que não são clientes Unimed podem se beneficiar das ações desenvolvidas com o apoio do Programa”, comenta Ana Paula Heier, analista da Gestão de Rede Prestadora da Unimed Paraná.
Hoje, o programa favorece inclusive a prevenção de cenários que envolvam riscos, pois as complicações causadas pelos erros em atendimentos hospitalares têm se tornado umas das causas mais prevalentes de mortes e de sequelas graves. “A atuação do programa está na estruturação dos processos internos da instituição, na qualificação dos profissionais, na segurança das instalações e na mudança da cultura institucional com foco na prevenção e segurança. Todo esse trabalho tem por objetivo, reduzir ao máximo o número de eventos adversos durante o atendimento ao paciente”, complementa Ana.
Entre as outras ações que englobam o universo do programa também está a diminuição dos óbitos e sequelas de tratamentos decorrentes da ocorrência de eventos adversos. Além disso, há, ainda, a intenção de dar sustentabilidade ao sistema de saúde por meio da qualidade assistencial tendo como centralidade as pessoas e o controle do desperdício da ociosidade.
O aspecto financeiro não foi deixado de lado, há o incentivo à adoção de um modelo de pagamento de hospitais, trocando o fee-for-service por modelos que incentivem a qualidade, a segurança e o aumento da eficiência e produtividade do leito hospitalar. Outro quesito importante é a promoção da transparência ao beneficiário referente à qualificação e resultados assistenciais hospitalares por meio de um conjunto comum de indicadores e requisitos de segurança de alta relevância, afinal quem avalia todo esse investimento no fim das contas é o usuário.

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