Dislexia: entenda o transtorno que desafia o aprendizado

Condição neurobiológica é frequentemente confundida com desatenção ou TDAH; saiba identificar os sinais precoces e como proteger a autoestima da criança

Notas baixas, dificuldade para acompanhar a leitura em sala e resistência em ir para a escola. Esses comportamentos são frequentemente julgados por pais e educadores como simples desatenção, falta de esforço ou até preguiça. No entanto, eles podem ser os principais indicativos da dislexia, uma condição de base neurobiológica e genética que altera a forma como o cérebro processa a linguagem escrita. Longe de ser uma doença, é uma característica com a qual se aprende a lidar, mas que exige compreensão.

O maior perigo reside no diagnóstico tardio e no julgamento equivocado. Ao ver os colegas avançarem na alfabetização enquanto ficam para trás, crianças disléxicas podem desenvolver frustração profunda, baixa autoestima e recusa escolar. Além disso, a confusão frequente com outros diagnósticos — como problemas de visão, audição ou o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) — pode atrasar a intervenção multidisciplinar adequada, prejudicando o desenvolvimento acadêmico e profissional inclusive na vida adulta.

Para desmistificar o tema e explicar o que acontece no cérebro da pessoa com dislexia, a jornalista Natalie Vanz Bettoni recebe o neurologista e pediatra Antônio Carlos de Farias no episódio desta semana do podcast Saúde Sem Complicação. O especialista detalha os sinais precoces, a forte influência genética, como diferenciar a dislexia de outros transtornos e o papel fundamental das adaptações da pessoa com dislexia, da família, dos amigos e da escola.

Confira o episódio completo no YouTube ou no Spotify.

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