O sétimo princípio cooperativista – interesse pela comunidade – está presente na criação das cooperativas no Brasil e no mundo. As cooperativas se preocupam com o desenvolvimento econômico e sustentável das regiões onde atuam. Dentro do Sistema Unimed, o modelo cooperativista também promove transformação de vidas, além de garantir atendimento em saúde de qualidade.
Fundada em 19 de abril de 1985, na cidade de Jacarezinho (PR), por 28 médicos, a Unimed Norte Pioneiro foi a primeira cooperativa dessa região. Hoje, atende mais de 15 mil vidas em cidades como Abatiá, Andirá, Bandeirantes, Barra do Jacaré, Cambará, Carlópolis, Guapirama, Jacarezinho, Joaquim Távora, Jundiaí do Sul, Quatiguá, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Salto do Itararé, Santana do Itararé, Santo Antônio da Platina, São José da Boa Vista, Sengés, Siqueira Campos, Wenceslau Braz.

O ortopedista Antônio Vendramin Filho, diretor-presidente, fala sobre como o modelo cooperativista da Unimed Norte Pioneiro atua em prol da comunidade. Confira a entrevista completa:
Presidente, para quem não conhece a fundo, como o modelo cooperativista do Sistema Unimed se traduz, na prática, em benefícios diretos para o paciente e para a comunidade?
Uma cooperativa se fixa em uma área de abrangência e, por mais difícil que pareça, não se transferirá para outra região. Isso facilita que ela interaja com a comunidade, participando ativamente de realizações locais, como eventos comunitários, campanhas de saúde e projetos educacionais, beneficiando diretamente os moradores e fortalecendo a economia local.
Como o médico-cooperado impacta a sociedade com seu trabalho? E como ele é impactado pelas ações da cooperativa?
Na Sociedade Cooperativista, o médico é um dos donos da empresa. Sua participação é direta em iniciativas que visam o bem-estar dos cooperados, colaboradores e clientes. Isso garante que os pacientes recebam um cuidado mais próximo e personalizado. Além disso, diversos benefícios são oferecidos aos médicos, agregando valor ao seu trabalho e fortalecendo seu compromisso com a comunidade.
Que casos o senhor citaria como projetos sociais ou de alcance amplo que transformaram a vida de pessoas e comunidades da região?
Mesmo sendo uma empresa de pequeno porte, a Unimed Norte Pioneiro participa ativamente de projetos nas áreas de filantropia, meio ambiente e educação. Exemplos incluem campanhas de vacinação, programas de educação ambiental e apoio a instituições locais, promovendo a sustentabilidade e o bem-estar da comunidade.
Além da saúde, como a Unimed Norte Pioneiro contribui para o desenvolvimento econômico e social das cidades onde atua?
Além da geração de empregos diretos, a cooperativa participa de programas de melhoria da qualidade de vida, oferecendo segurança ao cliente quando necessário um atendimento e promovendo iniciativas que fortalecem a economia local e o bem-estar social.
Sabemos que a prevenção é um ponto fundamental quando se fala de cuidado em saúde. Que iniciativas a Unimed lidera para manter a população de Norte Pioneiro saudável, antes mesmo que precisem de um médico?
Para nós, a prevenção é mais importante do que o atendimento da doença. Participamos de todos os programas possíveis, alertando sobre fatores que podem levar a enfermidades. Também atuamos na prevenção por meio da nossa Clínica e serviços de vacinação, além de oferecer check-ups regulares, palestras de saúde e acompanhamento de doenças crônicas.
Leia também: Parcerias e expansão: as estratégias da Unimed Paranaguá para a sustentabilidade
Como a Unimed está usando a tecnologia, como telemedicina e inteligência artificial, para superar os desafios de acesso à saúde na região?
Vivemos um momento de transição tecnológica. Muitos dos nossos clientes, os mais jovens, encaram com facilidade essas mudanças, mas precisamos ter cuidado com clientes mais idosos, que enfrentam dificuldades. A tecnologia está aí: ou nos adaptamos, ou ela nos atropela. Por isso, temos buscado no mercado tecnologias que atendam esses dois públicos.
A gestão de custos em saúde é um desafio global. Quais estratégias a Singular adota para continuar oferecendo alta qualidade de forma sustentável aos beneficiários?
O desafio é grande, pois a medicina não é uma ciência exata. Muitos lançamentos, ainda pouco testados, têm preços elevados e nem sempre trazem os benefícios prometidos, mesmo após estudos baseados em evidências. No entanto, o modelo cooperativista permite equilibrar custos e manter a sustentabilidade, garantindo atendimento de qualidade a preços justos para os beneficiários.
Qual a sua visão para o futuro da saúde na região?
Enfrentamos desafios nesta transição. Muitos médicos não se estabelecem na região por ela ser pequena. Nossos hospitais passam por uma crise sem precedentes, e somos pequenos para investir na saúde, que é cara. Ainda assim, seguimos comprometidos com a melhoria contínua do atendimento e com a expansão de programas que beneficiem a comunidade.
Gostaria de complementar com algo?
É difícil prever o futuro, especialmente quando os governantes estão mais preocupados em se manter no cargo do que em melhorar a qualidade de vida da população. Porém, nosso compromisso com a comunidade permanece firme, e seguimos investindo em projetos que tragam benefícios concretos para todos os moradores da região.



































