“Saúde mental não é a ausência de estressores, mas a forma como os administramos e nos recuperamos deles”. A reflexão da psicóloga Carolina Alves Quintino abriu uma das discussões da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), promovida pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) da Unimed Paraná, que abordou a “Gestão de Estresse e Ansiedade”.
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Durante a palestra, que contou com a participação de 246 colaboradores de maneira on-line, divididos em dois momentos, foi destacado que o conceito de saúde vai além da ausência de doenças. A definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), formulada em 1946, considera saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. A partir dessa perspectiva, a palestrante avançou para os desafios da atualidade, que sã marcados por alguns excessos, como o de cobranças, de produtividade, de comparações e a dificuldade em desacelerar.
A psicóloga trouxe outra reflexão sobre a chamada “sociedade do cansaço”. De acordo com ela, o conceito demonstra a mudança comportamental das pessoas ao longo dos anos. O que antes era chamado de sociedade disciplinar, em que se exigia comportamentos regrados, cobranças externas, sujeições e proibições, passou a se chamar sociedade do desempenho, em que as cobranças são internas. “Somada ao discurso de que “você consegue” ou “só depende de você”, acaba intensificando sentimentos de insuficiência e esgotamento emocional”, comenta.
A palestrante também destacou que fatores como trabalho e estudo remoto, excesso de informações, atenção flutuante e comparações constantes nas redes sociais têm contribuído para o aumento do adoecimento mental. Segundo ela, esse cenário pode favorecer o desenvolvimento de transtornos mentais.
Estresse e ansiedade
Outro ponto discutido foi a diferença entre estresse e ansiedade. Enquanto o estresse está relacionado à resposta do organismo diante de situações presentes, como situações de insegurança, acidentes, luto ou más notícias, a ansiedade costuma estar ligada à antecipação do futuro e às preocupações sobre o que pode acontecer. “Apesar disso, ambos podem gerar respostas biopsicossociais parecidas, como taquicardia, sudorese, tremores e sensação de luta, fuga ou de paralisar”, explica Carolina.
Como estratégia para identificar fontes de estresse e ansiedade, Carolina destacou que o primeiro passo é perceber, ao redor, situações, pessoas e pensamentos que desencadeiam essas respostas. “Uma vez que você identifica essas fontes, pode começar a desenvolver estratégias para lidar com elas”.
Técnicas de respiração profunda e meditação também foram apresentadas como alternativas eficazes para promover relaxamento e reduzir a ansiedade. “A respiração profunda envolve inspirar lentamente pelo nariz, segurando a respiração por alguns segundos e, em seguida, expirando lentamente pela boca”, ensina.








