Faculdade Unimed e o elo entre cooperativismo e educação

A instituição garante a formação continuada dos cooperados em áreas diversas, além de prestar consultorias e apoiar em processos seletivos

Faculdade Unimed
Faculdade Unimed

O cooperativismo do Sistema Unimed é apontado como pilar de dignidade do trabalho médico, ao garantir autonomia profissional aliada à ciência, à ética, à legislação e à gestão responsável de recursos. A avaliação é de Ricardo Moreira, autor de Conhecendo a Unimed, obra que integra o conjunto de materiais educativos do Sistema e recentemente reeditada em formato ebook. Esse trabalho interno de educar é hoje estruturado pela Faculdade Unimed, instituição de atuação nacional que oferece desde cursos de formação e atualização até apoio aos processos seletivos que viabilizam a entrada equilibrada de médicos nas cooperativas.

cooperativismo e educação
Fábio Gastal

Cooperativismo e educação

É fato que o médico não aprende a ser cooperativista na faculdade de Medicina. Assim, como explica Fábio Gastal, diretor acadêmico da Faculdade Unimed, o primeiro desafio em apoiar a educação dos sócios passa por explicar os princípios do cooperativismo para um universo de 120 mil médicos: “É fundamental o médico entender que ele, mais do que um simples prestador de serviço para um plano de saúde, está fazendo um projeto de carreira em uma instituição que é dele”, afirma.

A educação é um dos pilares do cooperativismo de modo geral. No caso de uma cooperativa médica, como a Unimed, esse princípio ganha ainda mais relevância, visto
que nesse cenário o médico pode acumular múltiplos papéis: profissional de saúde, cooperado e, muitas vezes, gestor. “O médico não tem uma formação na carreira médica nessa área de gestão. Muitos médicos cooperados podem ter um papel como diretor ou gestor e, muitas vezes, estão despreparados. Então, grande parte do nosso portfólio de cursos está ligada a essa questão da gestão de cooperativas, da gestão empresarial na saúde, ou seja, a todos esses desafios de capacitar o médico cooperado a assumir com qualidade, com qualificação a sua atividade como dirigente”, pontua Gastal.

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Outro tipo de curso bastante presente no portfólio da instituição são aqueles que certificam o médico em atribuições bastante específicas, como por exemplo para cuidados com o paciente com trauma ou paciente com risco cardíaco agudo, como explica o diretor acadêmico: “São certificações de sociedades internacionais e nacionais de cardiologia, traumatologia, etc. Muitas vezes, eles (os médicos) têm a especialização, mas precisam ter esses certificados de competência ou de proficiência específica em determinadas habilidades, que são metodologias padronizadas, e nós temos professores capacitados, temos kits, temos toda a estrutura que permite que o médico se atualize e se re-certifique.”

Já no site da Faculdade, chama a atenção um curso sobre um tema de grande relevância, atualmente: Inteligência Artificial. A respeito disso, o diretor acadêmico explica que o conteúdo serve como uma espécie de degustação para outros, mais completos e específicos: “Ofertamos conteúdo de qualidade, de forma clara, objetiva, conectado com a prática profissional, de tal maneira que a pessoa tire o maior proveito dessa estratégia. Nossa instituição apresenta desde capacitações para entendimento dessa temática e sua aplicação no contexto do cooperativismo, até cursos de formação continuada, que capacitam os médicos para se integrarem a essas tecnologias e compreenderem como elas estão transformando a saúde”. Diante da crescente complexidade da gestão dos planos de saúde, o Sistema oferece um portfólio educacional amplo dentro desse tema de transformação digital e IA, que vai de cursos introdutórios a MBAs, preparando médicos cooperados e colaboradores para atuar com eficiência nas comunidades onde estão inseridos.

Apoio nos processos seletivos

Antes mesmo de atuar na educação continuada e na qualificação dos profissionais já integrantes do Sistema, a Faculdade Unimed exerce um papel estratégico no apoio aos processos seletivos das cooperativas. Embora não exista obrigatoriedade de concursos públicos para a admissão de novos médicos cooperados, cresce o número de Unimeds que adotam esse modelo por considerá-lo juridicamente mais seguro e alinhado aos princípios do cooperativismo. Como explica o diretor acadêmico, a Constituição do Sistema Unimed estabelece que os processos sejam isonômicos, mas não impõe a realização de seleção pública. “Algumas cooperativas mais maduras já realizam concurso há 30 ou 40 anos. Com o benchmarking e a busca por mais agilidade e segurança jurídica, essa prática começou a se expandir nacionalmente”.

Nesse cenário, a Faculdade Unimed atua orientando as cooperativas em todas as etapas do processo: da análise do estatuto e aprovação em assembleia à estruturação do concurso, seguindo as melhores práticas do mercado. “Muitas cooperativas estão aprendendo agora a realizar concursos. Nós ensinamos, preparamos o processo e utilizamos sistemas automatizados, com softwares que elaboram as provas e garantem sigilo, seriedade e tranquilidade em todas as fases. Ao final, entregamos o concurso pronto para a cooperativa”, afirma Gastal. Atualmente, mais de 20 cooperativas Unimed já estruturam processos seletivos para admissão de médicos cooperados por meio da assessoria da Faculdade Unimed, um número que tende a crescer nos próximos anos.

Grande parte do nosso portfólio de cursos está ligada a essa questão da gestão de cooperativas, da gestão empresarial na saúde, ou seja, a todos esses desafi os de capacitar o médico cooperado que vai ser dirigente
Fabio Gastal

Outra área com forte apoio da Faculdade é a de pesquisa. Para atender às exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as cooperativas Unimed precisam realizar pesquisas obrigatórias de satisfação e desempenho com clientes e prestadores, cujos resultados impactam diretamente o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). Para dar escala e garantir rigor técnico, o Sistema desenvolveu uma estrutura especializada que centraliza essas pesquisas e as oferece às cooperativas em âmbito nacional.
Além da avaliação de satisfação, a iniciativa inclui pesquisas de qualificação da rede assistencial, exigidas pela agência reguladora, com equipes técnicas responsáveis por mapear prestadores, serviços oferecidos e padrões de qualidade. O modelo permite padronização, eficiência e melhor gestão da rede, atendendo de forma mais estruturada às necessidades do Sistema Unimed.

Para além dessas pesquisas de caráter obrigatório, a Faculdade conta hoje com mais de 1.600 projetos de assessorias realizados para as Unimeds: “Nós temos
profissionais que eventualmente vão fazer pesquisas diferenciadas sob medida para uma determinada pergunta que a cooperativa está fazendo, por exemplo, se vai fazer um hospital ou não vai fazer um hospital… se isso tem demanda.” Ou seja, junto a educação, a assessoria é uma das atividades mais importantes da Faculdade Unimed, exercendo um serviço especializado que vai da pesquisa, passa pela capacitação, chegando à intervenção na ponta, na cooperativa em si.

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