Basta a temperatura começar a cair e o nariz já está escorrendo, a garganta arranhando e o corpo sentindo algo diferente? Pois é! Com o início das estações mais frias, é normal notar o aumento no índice de doenças respiratórias, como resfriados e gripes. No entanto, saber diferenciar os sintomas é fundamental para agir corretamente e evitar quadros mais graves.
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Embora a gripe e o resfriado sejam infecções virais do trato respiratório superior, as doenças são causas por vírus diferentes e têm características próprias. “O resfriado comum é geralmente autolimitado, com sintomas mais leves, como coriza, congestão nasal, espirros, dor de garganta leve. Já a gripe tende a apresentar sintomas mais intensos e sistêmicos, como febre alta, dores musculares, fadiga intensa e tosse seca”, comenta a enfermeira Katryn Litter, que atua no Centro APS da Unimed Paraná.
Os quadros leves, como citado pela profissional, geralmente se resolvem em alguns dias, com descanso e medicação para controle da dor, quando necessário. Já sintomas mais graves requerem uma atenção maior, com a necessidade de buscar auxílio médico se houver sinais de alerta, como:
- Febre persistente por mais de 48h;
- Sintomas que duram mais de cinco dias sem melhora;
- Sintomas que melhoram inicialmente e depois pioram novamente;
- Dificuldade respiratória ou falta de ar;
- Sinais de desidratação;
- Agravamento de condições crônicas preexistentes.
Como reconhecer e agir em casos de sinusite
Outra doença respiratória que também chama a atenção no período de outono e inverno é a sinusite, que pode ser viral ou bacteriana. Conforme a profissional, a diferença entre as duas está baseada, principalmente, no padrão temporal e na gravidade dos sintomas, não apenas na característica da secreção, como algumas pessoas acreditam. “É sinal de sinusite bacteriana aguda a persistência de sintomas por mais de 10 dias sem melhora, ou piora dos sintomas após cinco a sete dias de uma infecção viral inicial, ou sintomas graves desde o início, com febre superior a 38ºC, secreção purulenta nasal e dor facial.”
De acordo com Katryn, a sinusite bacteriana aguda é, frequentemente, uma complicação de infecções virais prévias do trato respiratório superior. “As infecções virais danificam a mucosa nasal e sinusal, facilitando a colonização e infecção bacteriana, e aumentando a aderência de bactérias às células da faringe. Além disso, vírus como o sincicial respiratório (RSV) foram detectados com maior frequência em infecções que evoluíram para sinusite bacteriana”, completa.
O que fazer para melhorar o quadro?
Ao notar sintomas de resfriado ou gripe, a indicação é manter hidratação adequada, repousar, umidificar o ambiente e, sempre que possível, realizar a lavagem nasal com solução salina. Outra recomendação essencial é utilizar máscara para evitar a transmissão do vírus para as outras pessoas, enquanto durar os sintomas.
Compressas mornas na face também podem ajudar em quadros de sinusite, segundo Katryn, além de analgésicos ou antitérmicos conforme orientação médica. “É importante não usar antibióticos sem prescrição, pois eles não são eficazes contra vírus e podem causar efeitos adversos graves. Os descongestionantes também não devem ser utilizados por tempo prolongado, enquanto anti-histamínicos são recomendados apenas quando a causa do problema for alérgica ou houver rinite alérgica associada. Eles ajudam a controlar a inflamação e reduzir a coriza e os espirros, mas não combatem infecções.”
Por fim, a profissional reforça a importância de procurar atendimento médico se não houver melhora após cinco dias ou febre alta por mais de 48h, se a doença agravar logo após melhorar, ou se surgirem sinais de alerta.








