Você é a Notícia: histórias que cruzaram a linha de chegada na São Silvestre centenária

são silvestre
(Foto: Unimed Paraná)

A rotina profissional, muitas vezes, se assemelha a uma maratona silenciosa. São metas, entregas, responsabilidades e um ritmo que não permite pausas longas. Mas e quando essa corrida ganha forma, data e linha de chegada? Para alguns colaboradores da Federação, esse desafio saiu do campo simbólico e se tornou real nas ruas, na centenária Corrida de São Silvestre.

Cinco colaboradores da Federação participaram da edição centenária da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada no dia 31 de dezembro de 2025, nas ruas de São Paulo: Arianne Vilanova Almeida Gaio, Vanessa Ceccato, Hélvia Perpétuo da Rocha Pinto, Rafael Pereira dos Santos e Gisele Schelle. Mais do que completar os 15 quilômetros de um dos eventos esportivos mais tradicionais do país, eles viveram um marco histórico e transformaram essa experiência em histórias de superação, emoção e propósito.

Rafael Pereira dos Santos, analista do setor de Auditoria Prospectiva

Um detalhe torna essa conquista ainda mais especial: esta foi a primeira vez de cada um deles na São Silvestre!

Para Arianne Vilanova Almeida Gaio, gerente da Gestão da Atenção à Saúde (GEAS) na Unimed Paraná, a participação teve um significado que começou muito antes da largada. Ainda criança, ela se recorda de assistir à prova quando era realizada à noite e imaginar como seria estar ali. Anos depois, decidiu transformar essa memória em realidade. “Assumi esse compromisso como um desafio pessoal, sem saber que seria justamente a edição centenária, e também pelo desafio realizado com o time do GEAS para incentivo à atividade física”, conta.

Hélvia Perpétuo da Rocha Pinto, analista do Núcleo de Inteligência e Informação (NIIS)

A preparação começou meses antes, com treinos frequentes e acompanhamento profissional. Ao cruzar a linha de chegada, a emoção tomou conta. “Me emocionei bastante ao perceber que muitas pessoas, especialmente aqui do GEAS, estavam acompanhando pela TV e enviando mensagens. Foi muito especial também porque meus filhos e marido estavam lá me esperando”, relembra.

Já para Vanessa Ceccatto, nutricionista do Centro de Atenção Primária à Saúde (APS), a motivação estava no simbolismo da prova. Participar da centésima edição era, para ela, uma forma de marcar a própria história. “Eu queria poder dizer: eu estava lá, eu participei”, resume.

Corredora desde 2018, ela voltou aos treinos intensos em 2025 com um objetivo claro: viver aquele momento. E viveu intensamente. “Quando você corre olhando para os lados e esquece o relógio, você não vê concorrentes, você vê alguém querendo mudar o seu mundo ou servir de espelho para mudar o mundo de outro alguém”, conta. Para ela, correr vai muito além do desempenho. “Corrida é o esporte mais individual e coletivo que já vivi. Correr é lindo!”

Hélvia Perpétuo da Rocha Pinto, analista do Núcleo de Inteligência e Informação (NIIS), também realizou um desejo antigo ao participar pela primeira vez da prova. Após mais de uma década nas corridas de rua, ela encontrou na edição centenária um significado ainda mais especial. “Era mais do que uma corrida. Era fazer parte de um momento único no esporte brasileiro”, afirma.

A experiência foi marcada pela emoção do início ao fim. “Ao mesmo tempo em que existe a ansiedade da largada, também vem uma emoção muito grande de saber que você está participando de uma edição histórica. Correr em meio a tantas pessoas, com aquela energia toda, foi emocionante do começo ao fim”, diz. Para Hélvia, disciplina e constância foram fundamentais na preparação, mas o impacto da prova foi além do físico. “Procurei chegar bem fisicamente e mentalmente, porque uma prova como a São Silvestre exige não só condicionamento, mas também estratégia e controle emocional.”

Vanessa Ceccatto, nutricionista do Centro de Atenção Primária à Saúde (APS)

Para Rafael Pereira dos Santos, analista do setor de Auditoria Prospectiva, a São Silvestre foi ainda mais simbólica: aconteceu exatamente no dia em que completou 40 anos. Maratonista experiente, ele realizou um sonho antigo ao participar da prova pela primeira vez, justamente em uma edição histórica. “Foi uma das melhores sensações da minha vida. Comemorar meu aniversário ali tornou tudo ainda mais especial”, conta.

Com seis anos de dedicação à corrida e já se preparando para a quinta maratona, Rafael destaca que a experiência foi além do percurso. “Minha preparação foi baseada em muita disciplina nos treinos, além de atenção à hidratação e aos cuidados com o corpo.” Para ele, trata-se de uma experiência única e muito gratificante.

Entre histórias diferentes, um ponto em comum conecta todos eles: o primeiro passo. Seja pela memória de infância, pelo desejo de superação, pela busca por saúde ou pela realização de um sonho, cada trajetória revela que correr é, antes de tudo, um movimento interno.

E é isso que transforma a corrida em algo maior. Não se trata apenas de tempo, distância ou desempenho, mas de persistência, disciplina e propósito. Como resume Vanessa, “tem gente que corre para não desistir de si mesmo”.

Para quem ainda não começou, o incentivo é unânime: começar! Sem pressa, respeitando os próprios limites, mas com a certeza de que cada passo importa. Porque, no fim, cruzar a linha de chegada é apenas parte da conquista, pois a verdadeira transformação acontece ao longo do caminho.

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