25 pontos para saber sobre pensamentos e emoções

Saiba como levar inteligência aos seus pensamentos e emoções, com base no livro “Inteligência Emocional”, de Goleman

Mais do que em qualquer outro momento, parece que nunca foi tão importante ter consciência social e saber gerenciar pensamentos, emoções e relacionamentos como nos dias atuais. Para tal, Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional – A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente”, pontua algumas questões que precisamos adotar para levar mais inteligência às emoções.

Inteligência emocional: quando os pensamentos nos adoecem

Com base na leitura do livro, elencamos 25 pontos que você precisa saber sobre os nossos pensamentos e emoções. Confira:

  1. Emoções alimentam emoções, sejam negativas ou positivas (em nós mesmos e nos outros). Você pode cuidar delas de modo a não ser dominado por elas. Controlá-las não significa sufocá-las. Não sabe como? Busque ajuda;
  2.  A cadeia de pensamentos furiosos que alimenta a raiva, por exemplo, é também, potencialmente, a chave para uma das mais poderosas maneiras de desarmá-la. Bálsamo para a raiva: avaliar e contestar as ideias que disparam o surto; esfriar psicologicamente (longe do ambiente) – o tal de contar até 10;
  3. Os altos e baixos dão tempero à vida, mas precisam ser vividos de forma equilibrada. Por isso, cultivar a espiritualidade é tão importante. Pessoas emocionalmente equilibradas, geralmente também têm uma espiritualidade rica. Importante: espiritualidade não significa necessariamente religião;
  4. Quanto as emoções são sufocadas geram embotamento e tristeza;
  5. Uma análise cuidadosa da preocupação crônica sugere que ela tem todos os atributos de um sequestro emocional de baixa intensidade: as preocupações parecem surgir do nada, são incontroláveis, geram um rumor constante de ansiedade, são imunes à razão e prendem aquele que se preocupa numa única e inflexível visão do tema que o preocupa;
  6. Na depressão, a preocupação assume várias formas, todas concentrando-se num aspecto da própria depressão – o cansaço que sentimos, a pouca energia ou motivação que temos, ou o pouco que estamos produzindo;
  7. Há depressores, supressores e repressores que nos ajudam ou nos atrapalham com nossas emoções. É preciso estar atento a isso e buscar ajuda quando sentir que não dá conta sozinho. Por isso terapia e autoconhecimento são tão importantes;
  8. Nossas emoções atrapalham ou aumentam nossa capacidade de pensar e fazer planos;
  9. Há amplos indícios de que aptidões emocionais como o controle de impulso e a interpretação de uma circunstância podem ser aprendidas;
  10. A ansiedade solapa o intelecto, os ansiosos têm mais chance de falhar;
  11. Os estados de espírito positivos, enquanto duram, aumentam a capacidade de pensar com flexibilidade e mais complexidade, tornando assim mais fácil encontrar soluções para os problemas, intelectuais ou interpessoais. Isso sugere que uma das maneiras de ajudar alguém a solucionar um problema é contar-lhes uma piada. O riso, como a euforia, parece ajudar as pessoas a pensar com mais largueza e a fazer associações de forma mais livre, percebendo relações que de outro modo poderiam ter-lhes escapado;
  12. O otimismo é um traço da inteligência emocional. O temperamento pode ser alterado pela experiência. Atitudes como otimismo e esperança/ impotência e desespero são aprendidos;
  13. A confiança que as pessoas têm em suas aptidões exerce um profundo efeito sobre essas aptidões. A aptidão não é uma propriedade fixa: há uma imensa variabilidade na maneira como atuamos. As pessoas que têm senso de auto eficiência se recuperam de fracassos; abordam as coisas mais em termos de como lidar com elas do que se preocupando com o que pode dar errado;
  14. A capacidade de entrar em fluxo é a Inteligência emocional em ponto mais alto. O fluxo representa o ponto mais alto na canalização das emoções a serviço do desempenho e aprendizado;
  15. Uma prolongada ausência de sintonia entre pai e filho impõe um tremendo tributo emocional à criança. Quando um pai repetidamente não entra em empatia com uma determinada gama de emoções da criança – alegria, lágrimas, necessidade de aconchego – a criança começa a evitar expressar e, talvez mesmo, a sentir, esses tipos de emoção;
  16. Várias teorias da psicanálise veem a relação que se estabelece entre analista e analisando com o objetivo de proporcionar ajustamento emocional, uma experiência reparadora de sintonização, que pode ter falhado na infância e adolescência;
  17. O abandono emocional parece embotar a empatia. E as raízes da ética, alguns estudos sugerem, estão na empatia;
  18. Dentre as mais importantes experiências que uma criança pode ter, é a constatação de até onde seus pais são confiáveis e atendem às suas necessidades, as oportunidades e orientação que a criança tem no aprendizado de como lidar com sua perturbação e controlar o impulso, e a prática da empatia;
  19. Os pais modificam o tom vagal dos filhos (uma medida de facilidade com que o nervo vago é disparado), treinando-os emocionalmente: conversando com eles sobre seus sentimentos e como compreendê-los, não sendo críticos nem julgadores, solucionando problemas de sofrimento sentimental, ensinando-lhes o que fazer, como outras alternativas em vez de bater ou retirar-se quando se está triste;
  20. O esculpimento e a poda maciça dos circuitos neurais na infância podem ser um dos motivos subjacentes pelos quais as primeiras dificuldades e traumas emocionais têm efeitos tão duradouros e generalizados na idade adulta;
  21. É claro que o cérebro permanece maleável durante toda a vida, embora não na medida espetacular vista na infância. Todo aprendizado implica alteração cerebral, o fortalecimento de uma ligação sináptica;
  22. As mudanças no cérebro dos pacientes com perturbações obsessivo-compulsivas mostram que os hábitos emocionais são maleáveis, em qualquer momento da vida, desde que haja um esforço constante, mesmo no nível neural;
  23. Entre os talentos emocionais estão: autoconsciência: identificar, expressar e controlar sentimentos; controle de impulso e adiamento de satisfação; e controlar tensão e ansiedade;
  24. Um talento-chave no controle de impulso é saber a diferença entre sentimentos e ações e aprender a tomar melhores decisões emocionais controlando primeiro o impulso para agir, depois identificando ações alternativas e suas consequências antes de agir;
  25. Muitas aptidões são interpessoais: interpretar sinais sociais e emocionais, ouvir, ser capaz de resistir a influências negativas, considerar as perspectivas dos outros e compreender qual comportamento é aceitável numa determinada situação.

Fonte: Inteligência Emocional – A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente, Daniel Goleman.

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