O Programa Bem Gestar da Unimed Francisco Beltrão falou, nesta edição, sobre a adaptação da mamãe e da família no pós-parto

A Unimed Francisco Beltrão promoveu, no dia 30 de junho, a quarta palestra do programa Bem Gestar, ministrada pela psicóloga Cinthia Regina Bosse. O evento foi mediado pelo médico Redimir Goya e transmitido pelas redes sociais da cooperativa. A palestrante falou sobre a adaptação no pós-parto, pois, segundo ela, inicia-se uma fase de grandes mudanças para as famílias e, principalmente, para a mulher, que sofre com alterações físicas, hormonais e psicológicas.

Essa fase, até que o corpo da mulher volte às condições anteriores à gestação, tem o nome de puerpério e sua duração pode variar de mulher para mulher. “O puerpério é uma fase marcada por muitas descobertas, redefinições e desafios, e por isso é fundamental que cada mulher e cada família abrace e acolha este momento que é natural e transitório”, salienta Cinthia.  

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De acordo com ela, a família e todos que dividem o mesmo lar, que está recebendo o novo membro, passam também por intensas mudanças e adaptações à uma nova dinâmica de convivência. Nesse período, é muito comum que as pessoas tenham sentimentos de alegria, medo, ansiedade, inseguranças, principalmente quando se trata do primeiro filho.

“Para passar por tudo isso com mais leveza e menos culpa, é importante que a mãe e a família estejam bem-informados, assistidos, acolham e tratem esses sentimentos de maneira adequada para que assim, possam viver a experiência de forma completa. Sobretudo, é possível viver a maternidade com menos fantasias e cobranças acerca do que significa ser uma boa mãe e um bom pai. Afinal, cada indivíduo pode doar-se apenas no que tange ao possível e, usualmente, este já é o suficiente para o que o bebê tenha tudo aquilo que de fato necessita nesse momento”.

A psicóloga Cinthia Regina Bosse juntamente com o mediador e médico Redimir Goya
Divulgação/Unimed Francisco Beltrão

A psicóloga observa que o “mundo não pausa para que você aprenda a ser mãe”. Ou seja, muitas mulheres sofrem muito para conciliar os cuidados com o recém-nascido, o pós-parto, os cuidados com a casa, com os demais filhos, a privação de sono e as expectativas criadas para esse momento. “Enfim, é muito provável que você se sinta cansada, confusa, insegura e sobrecarregada com todas as demandas dessa nova realidade. Por isso, é fundamental que consideremos aqui não somente a mãe, mas também o companheiro e os irmãos, de forma que de fato a mãe possa dividir as tarefas e aflições com o restante da família, fazendo com que esse processo adaptativo seja mais gradual e traga menos sofrimento à mãe”.

Fonte: Unimed Francisco Beltrão