Durante o 31º Suespar, realizado entre os dias 21 e 24 de agosto, em Foz do Iguaçu, os participantes acompanharam às Trilhas, divididas nos eixos Inovação, Cooperativismo, Mercado, Saúde e Gestão. Em uma das trilhas sobre Gestão, o médico Gines Henrique Martines, superintendente de Gestão em Saúde e Intercâmbio, da Unimed do Brasil falou sobre a plataforma SIAUSP – Sistema de Indicadores e Análises Unimed de Serviços Próprios e o fortalecimento da marca. Pioneira na Unimed, a ferramenta, ao coletar e analisar indicadores assistenciais e de custos da rede própria possibilita o acesso à informação estratégica e incentiva melhorias.
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A plataforma possibilita autonomia para lançar os dados e consultar informações em tempo real, análises entre os recursos próprios por porte, complexidade e região, dashboards e visualização de resultados comparativos e cálculo automático dos indicadores.
O projeto começou no fim de 2021, com a construção e adesão da plataforma, em 2023 iniciou-se a utilização. Em 2024, foi a definição dos 44 indicadores estratégicos e revisão das filhas técnicas, o aprimoramento da plataforma; unificação do formulário de coleta e dashboards, a liberação do input dos dados de 2024 após revisão e melhorias da plataforma e liberação dos dashboards dos indicadores estratégicos. Em 2025, houve a inclusão de mais 16 indicadores.
A gestão dos indicadores inclui a coleta, a consolidação e os inputs dos dados no SIAUSP pelas Singulares, e a análise crítica dos indicadores estratégicos e plano de ação pela área de Recursos Próprios da Unimed do Brasil.
Alguns exemplos de dashboards incluem alguns indicadores estratégicos assistenciais, como taxa de ocupação operacional geral, proporção de reinternação em até 30 dias da saída hospitalar e percentual de atendimento do pronto-socorro que geram internação; e os de custos, como percentual de custos assistenciais, custos variáveis e custo de limpeza por m2.
Atualmente, a Unimed tem 168 hospitais próprios, desses 12 hospital Dia e 156 hospitais gerais. Ainda precisa alimentar o SIAUSP metade desses hospitais. Martines lembra que o compartilhamento de indicadores, colabora na transformação de esforços em resultados, contribui para enriquecer as decisões, reformular caminhos.
Antonio do Amaral Junior, gerente de Desenvolvimento e Estratégia, da Unimed Paraná, falou sobre a Política de Governança Clínica no Sistema Unimed estadual. No Suespar, ele apresentou a linha do tempo. Em 2023, aconteceu o início do projeto e foram realizadas ações internas para o desenvolvimento do trabalho na Unimed Paraná. Em 2024, aconteceu a definição da metodologia para a construção da Política de Governança Clínica, assim como a estruturação da Área na Federação. Também foi contratada a Faculdade Unimed para apoiar a elaboração da Política, feita a apresentação no Comitê Estadual de Saúde e apresentado no curso de Formação dos Dirigentes.
No ano passado, também, foi dado início às ações com as Singulares (envio de Circular para as Singulares sobre o mapeamento das práticas de GC), apresentação nos Conselhos deliberativos, início dos mapeamentos, apresentação nas regionais, entre outros. Em 2025, foi concluído o mapeamento das práticas de Governança Clínica, por meios de questionários e entrevistas, aconteceu o workshop estadual de governança, com levantamento de prioridades e foi apresentada e homologa a política.
O arcabouço da Política de Governança Clínica inclui pilares, estrutura hierárquica, prioridades, motores metodológicos, ferramentas operacionais, monitoramento e avaliação e apresentação de resultados. Os pilares definidos foram quatro: qualidade e segurança assistencial, estrutura e operação, relacionamento com o cooperado e gestão do custo assistencial.
Amaral destacou o conceito de governança clínica adotado pela Federação: “É uma metodologia de gestão estratégica dedicada à qualidade e sustentabilidade dos serviços de saúde. Por meio de uma abordagem integrada dos pilares, promove a melhoria contínua dos serviços prestados, assegurando melhores desfechos clínicos e financeiros, excelência na experiência do beneficiário e partes interessadas e a entrega de valor em saúde para todos os envolvidos no processo de cuidado”.
Com isso pretende: consolidar a qualidade assistencial e a cultura de segurança para impactar diretamente a experiência e os desfechos assistenciais; avaliar e desenvolver a rede prestadora para eficiência, melhoria contínua, inovação e sustentação estratégica e do modelo de qualidade; elevar o engajamento dos cooperados como alavanca de fortalecimento de modelo de qualidade assistencial, institucional e do diferencial competitivo; e potencializar a gestão dos custos assistenciais com foco em sustentabilidade, previsibilidade e valor em saúde.
Na estrutura hierárquica ficará o Comitê Estratégico Estadual de Saúde e Núcleos locais de Governança clínica. E as prioridades serão: desenvolver, validar e implantar protocolos assistenciais baseados em evidência com relevância epidemiológica estadual – VBHC; estimular projetos de gerenciamento do risco assistencial para o nível ambulatorial e hospitalar; estabelecer padrão mínimo de informações e indicadores assistenciais; implementar o programa de desenvolvimento da rede estadual; apoiar projetos de apoio à ATS para incorporação tecnológica e inovação em saúde; implementar programa de reconhecimento e valorização do cooperado alinhado com a Política de Governança Clínica; desenvolver trilha educacional em Governança Clínica e Valor em Saúde para os médicos cooperados; elaborar projetos para a otimização do tempo de permanência nos serviços de saúde; e apoiar projetos para o uso racional de recursos diagnósticos e terapêuticos.






































