A causa da depressão e a busca por solução

A depressão pode chegar de supetão ou sorrateiramente, sem que a gente se dê conta. Entretanto, esta situação é frequente. Mas, afinal, quais são as causas dessa doença?

Depressão: a vida sem esperança

A causa da depressão – etiologia

Seja a depressão de origem biológica ou psicológica, o evento final será sempre alterações no sistema neurofisiológico, ou seja, nos neurotransmissores cerebrais (noradrenalina e serotonina). Eles diminuem no indivíduo depressivo. Com isso, a troca de informações no cérebro reduz a velocidade, o que provoca a depressão.

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Os neurotransmissores químicos têm papel importantíssimo na troca de informações entre os neurônios. Informações estas que dão a velocidade com que o indivíduo “funciona” (pensa, raciocina, sente, intui, atua, reage, expressa sentimentos e também faz com que seus órgãos funcionem como o coração, pulmão, ouvido, tubo gastrointestinal, etc.) É por isso que o indivíduo depressivo pode acabar desenvolvendo pseudogastrite, pseudolabirintite, entre outros.

O medicamento regulariza a função dos neurotransmissores. Numa situação normal, os neurotransmissores, depois de realizarem sua função, são destruídos pelo organismo. Num organismo doente também acontece o mesmo, não existe distinção. O que ocorre com os medicamentos é que eles impedem a reabsorção dos neurotransmissores. Não são destruídos. Assim, consequentemente, eles continuam na fenda sináptica (ponto de contato entre os neurônios), prontos para serem reutilizados.

Existem soluções para a depressão

“Nas terapias de base corporal, todas as doenças, independemente das causas, estão associadas a alterações no nível de energia que circula e permeia o organismo. O bloqueio ou o enrijecimento dessa energia ocasionados por fatores distintos nas fases do desenvolvimento psicossexual são as fontes de todas as doenças psicossomáticas. Dentro desta perspectiva, o corpo é um arquivo de emoções. E é assim que tratamos a depressão, através do que o corpo nos mostra. Sem desconsiderarmos o aspecto médico, buscamos trazer à consciência do paciente, aspectos ainda não conscientes. Isto através de técnicas específicas e interpretação emocional visível no próprio corpo. Estudos revelam que as duas formas de depressão mais facilmente reconhecidas são encontradas com maior incidência em pacientes cujo desenvolvimento normal foi interrompido na fase oral”. – Leninha Garcia, psicóloga e psicoterapeuta corporal

“Considerando a vida como uma linha reta, a depressão seria a parte mais baixa entre dois pontos, onde tudo perde a razão de ser. Quando não há nenhuma contraindicação, a terapia profunda através da vivência do mesmo trauma sofrido, ajuda o indivíduo a compreender melhor e lidar com suas próprias emoções. O resgate de lembranças passadas, por indução da hipnose ou estado alterado da consciência, faz com que a pessoa, mesmo consciente, reviva o fato traumático, compreendendo que fatos passados estão separados do cotidiano atual. Assim, da mesma maneira que, inicialmente um trauma levou a um determinado estado, revivenciado e compreendido ele é superado, possibilitando uma reorganização interna profunda”. – Cláudio Américo Sproesser, psicoterapeuta que adota a abordagem rogeriana e os estados de consciência como terapia de apoio.

“O nome já simboliza algo. É a falta de movimento, o que não se movimenta são as emoções. A falta delas. A homeopatia estimula a força vital que é o campo energético mais próximo do corpo físico celular. A partir daí pode-se usar estímulos homeopáticos via oral e também via injetável (mesoterapia injetável) nos casos mais severos. Também é possível mobilizar essa emoção utilizando outras técnicas naturais muito eficientes como, por exemplo, certas técnicas de intensificação dos movimentos respiratórios, a dança e catarses, fazendo com que a pessoa expresse sua raiva, seu choro ou seu medo, enfim qualquer coisa que mobilize sues estados emocionais reprimidos. A integração de terapias químicas e homeopáticas não é incompatível, já que atuam em níveis diferentes”. – Alcides Marrocos Andrade, médico clínico geral homeopático.

“Durante a depressão é necessário detectar o problema que está por trás. Qual a raiva, qual a tristeza. Normalmente, as pessoas olham e veem que têm que mexer em tanta coisa que acabam por querer desistir. É importante ser coerente com o desejo que mantém dentro de si e com as consequências. O tratamento da depressão exige passar pelas emoções. Geralmente, ela deixa de dizer o que deseja para que não ocorram conflitos, mas se fechando, ela vai interrompendo os fluxos do próprio desejo e chega num ponto que não sabe mais o que quer. Primeiro ela reclama muito, o pior é quando não reclama mais. Reclamar é simbolicamente chamar de volta, o que às vezes é complicado, podem ser necessárias mudanças não socialmente aceitas (rompimento de padrões, separações, passar por conflitos). E existe o medo do novo”. – Sônia Vaz, psicóloga analítica junguiana.

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