Carlos Massa Ratinho Jr.

Carlos Massa Ratinho Jr. - Governador do Paraná

NASCIDO EM JANDAIA DO SUL, Carlos Massa Ratinho Junior, prestes a completar 38 anos, acumula longa trajetória até chegar ao Governo do Estado do Paraná. Empresário, administrador de empresas e comunicador, ocupou o primeiro cargo político em 2002, aos 21 anos, quando foi eleito deputado estadual. Em 2006, passou a ocupar o cargo de deputado federal. Também já foi Secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano do Paraná e candidato a prefeito de Curitiba. Nesta entrevista, concedida para a Revista Ampla, o recém empossado governador fala sobre a intenção de conversar com os mais diversos setores de saúde, sobre parcerias público-privadas e sobre a necessidade de se investir em um modelo de atenção primária à saúde. “Ao longo da gestão, quero expandir a linha de cuidados primários e seria importante contar com bons parceiros que já atuam nesse sentido, como a própria Unimed”, destacou Ratinho Júnior. 

O senhor tem a intenção de conversar com os mais diversos setores de saúde, incluindo as cooperativas Unimed, sobre os rumos da saúde no Paraná?
Sim. A participação de todos é importante para que possamos entender o processo de construção e consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho de organização das cooperativas Unimed traz um acúmulo de experiências, de conhecimentos, que não pode ser relegado. Muito pelo contrário, tem que ser chamado para discutir possibilidades para o futuro.


Existe em seu plano de governo a possibilidade de ampliações de parcerias público-privadas na área da saúde?
O Paraná tem hoje uma das leis mais modernas do Brasil na área de concessões. Elaboramos o texto ainda na época de transição de governos e a Assembleia Legislativa aprovou. Com base nessa legislação, vamos estudar as necessidades e oportunidades. Acredito que parcerias na área de saúde são possíveis. No entanto, tudo tem que ser feito de maneira pensada, planejada e organizada. Nosso compromisso é fazer acontecer a chamada regionalização da saúde, que é um dos pilares de sustentação do Sistema Único de Saúde. 

No interior, há vários hospitais fechando ou prestes a fechar e prefeituras com dificuldades de remoção de pacientes (ambulâncias comuns e UTIs móveis). Uma parceria PPA poderia resolver algumas dessas questões, mas há situações barradas pela própria legislação, como resolver isso?
A política do Estado para manutenção de hospitais do interior está sendo estudada por nossa equipe técnica para que seja apresentada uma nova proposta dentro de três a quatro meses. Essa situação deve ser debatida nas instâncias deliberativas do Sistema Único de Saúde no estado, que é a Comissão Inter Gestores Bipartite.


Que ações comuns o Estado e a saúde suplementar poderiam fazer para incentivar e induzir a adoção do modelo de atenção primária à saúde (que amplia o foco na prevenção e na coordenação do cuidado), segurança dos pacientes nos hospitais (evitando-se efeitos adversos, como erros, acidentes, entre outros) e campanhas de vacinação? A Saúde Suplementar aqui no Paraná tem forte participação da Unimed. Ela é majoritária em todas as regiões do estado e tem condições de ampliar o protagonismo junto ao Sistema Único de Saúde. Temos necessidade de fazer mais investimentos em atenção primária e este é um dos nossos focos. Esse trabalho não é feito de um dia para o outro, porque existem serviços contratados, cujas ações têm que ser mantidas. Ao longo da gestão quero expandir a linha de cuidados primários e seria importante contar com bons parceiros que já atuam neste sentido, como a própria Unimed. Com a soma de esforço – envolvendo sistema público de saúde (federal, estadual e municipal) e a iniciativa privada – vamos intensificar as ações da chamada lição de casa, que é implementar uma atenção básica primária de qualidade, efetiva, que resolva situações e que também zele pela vacinação. 

Em termos gerais, quais deverão ser as prioridades de Ratinho Junior no estado?
A prioridade é atender as pessoas. Todos os paranaenses precisam ter acesso à saúde pública, sem necessidade de grandes deslocamentos; temos que implementar consultas especializadas em microrregiões onde ainda não existem, melhorar o transporte aéreo de urgências e emergências, fazer com que toda área de atenção básica tenha realmente efetividade e, principalmente, temos que colocar em funcionamento todos aqueles hospitais que, ainda, por um motivo ou outro, não estão funcionando. Temos de colocá-los para atender a população. A regionalização é o grande legado dessa gestão, ou seja, criar condições para atender de maneira humanizada as pessoas nas suas microrregiões.  

Qual o legado o senhor quer deixar nesses quatro anos?
Um mandato reto, de credibilidade, também de inovação em saúde e, principalmente, de cuidado com todos os paranaenses. Um mandato de muito diálogo com todos os atores envolvidos. Nós necessitamos juntar forças, ter um Paraná unido para poder avançar. Com os conhecimentos de todos. Ninguém sabe mais que ninguém. Todos nós sabemos muito se estivermos juntos.

 

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