Gordura abdominal: como reduzi-la

Nutricionista traz dicas para reduzir a tão temida gordura abdominal

Algumas pessoas têm tendência a acumular gordura, com mais facilidade, em algumas áreas do corpo. A barriga é uma delas e, muitas vezes, uma das mais temidas.  Não só pelo aspecto estético, mas também por ser considerada, uma das mais perigosas, pelos problemas que implica:  fator de risco para diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Má alimentação, falta de atividade física, sobrepeso e obesidade e até questões posturais ajudam na formação da tão temida gordura abdominal. Questões hormonais e genéticas, assim como retenção de líquido colaboram no maior acúmulo de gordura nessa região. Alimentos como pães e massas, açúcar, álcool, refrigerante, bolachas e laticínios também podem ser vilões.

Redução de gordura abdominal

Segundo a nutricionista Vanessa Ceccatto, a principal dica para redução da gordura abdominal é a mudança na alimentação com redução na quantidade de carboidratos refinados (açúcar, doces e sobremesas, farinhas e óleos) e o exercício físico.  A ingestão de quantidade adequada de água, cuidado com o intestino, sono e gerenciamento do estresse também são importantes.

Receitas fáceis e saudáveis para colocar em prática

Um sinal de alerta além da circunferência abdominal (mais que 88 para mulheres e 102 para os homens) é o IMC – Índice de Massa Corporal. IMC acima de 25 KG/M². O risco de se desenvolver doenças relacionadas à obesidade é maior nesses casos, assim como o risco da existência da temida gordura visceral – aquela que se acumula ao redor dos órgãos abdominais (nem sempre visível). Você pode, às vezes, nem ter gordura subcutânea, visível, considerável, em coxas e outras partes do corpo, e mesmo assim ter a visceral, invisível, no organismo.

Restrição calórica

Para reduzir a adiposidade na região abdominal é preciso uma alimentação com restrição calórica. Ou seja, você precisa fazer o seu corpo consumir mais calorias do que consegue armazenar. “Literalmente, você tem que gastar os estoques, utilizar essa gordura armazenada”, explica Vanessa. Além da matemática: quantidade de calorias ingeridas + quantidade de calorias gastas = resultado na balança, é necessário entender que a restrição calórica baseada em alimentos de baixo valor nutricional não trará o mesmo efeito se não incluídos os alimentos corretos como frutas, verdura e legumes, arroz, feijão, batatas e cereais integrais, proteínas magras em vez de lasanha pronta, biscoito, doces, bolos, salgadinhos, pizza, hambúrguer e miojo. Esses alimentos são uma mistura pobre em proteínas, fibras, minerais e vitaminas, com altíssimas quantidades de óleos, gorduras e carboidrato refinado (farinha e açúcar).

Nutricionista Vanessa Ceccatto

Incluir exercício físico, além da dieta, é fundamental para emagrecer. Segundo o site MDSaúde, Pedro Pinheiro e Renata Campos, “a restrição do consumo de calorias pode funcionar a curto prazo, mas se você tem bastante peso a perder, ela só irá te levar até metade do caminho. Muitas pessoas perdem peso rapidamente com dietas, mas depois de algumas semanas ficam estancadas sem conseguir emagrecer mais.  O máximo que conseguem, e mesmo assim com muito esforço, é não voltar a ganhar peso”. Segundo Vanessa, isso ocorre porque a restrição excessiva gera maior estresse corporal, aumentando cortisol e cessando o processo de emagrecimento. 

Há controvérsias e também diferenças individuais. No entanto, segundo o MDSaúde, nosso organismo consome, em média, 23 calorias para cada quilo de peso.  Ou seja, indivíduos de 100 quilos, por exemplo, têm um gasto basal de 2.300 calorias por dia, enquanto pessoas de 50 quilos gastam apenas metade disso. Conforme o indivíduo vai emagrecendo o seu gasto basal pode ir baixando. O que pode ser compensado com exercícios.  Se ele consumir, por exemplo, 1.800 kcal e gastar 500 na atividade física, ele poderá conseguir manter o emagrecimento.  Essas recomendações são gerais, todavia, como cada indivíduo tem características distintas, o acompanhamento de profissionais para orientá-lo quanto à dieta e exercícios físicos é fundamental.

Que saber sua taxa basal? Acesse o link da calculadora: http://unimed.coop.br/portalunimed/aplicativos/tmb/

9  dicas infalíveis para perder a barriga

  1. Faça ao menos 30 minutos de atividade física aeróbica por dia, ao menos cinco vezes por semana. Se puder, acrescente outros 30 de exercícios de musculação.
  2. Natação é uma atividade física que une as duas coisas, aeróbica e força.
  3. Malhe grandes grupamentos musculares, como peito, costas e coxas, pois, por serem músculos maiores e mais fáceis de se desenvolver, eles farão você perder peso mais rápido.
  4. Peça ajuda a um nutricionista para que ele prepare uma dieta com a quantidade ideal de calorias para você.
  5. Sabemos que é tentador. Mas fuja de dietas da moda, emagrecer e, consequentemente, perder barriga exige esforço e força de vontade. E é possível.
  6. Evite comer gorduras, frituras, refrigerantes e doces. Engordam e aumentam o seu colesterol.
  7. Durma, pelo menos, 7 a 8 horas por dia. Nosso organismo gasta mais calorias quando estamos dormindo em sono profundo do que quando estamos apenas deitados, seja lendo ou vendo TV. Quem dorme pouco tem maior risco de acumular gordura na região abdominal.
  8. Coma bem devagar, mastigue bem a comida e faça pequenas pausas durante a refeição. Dê tempo aos mecanismos de saciedade do corpo se ativarem.
  9. Não coma a sobremesa imediatamente depois da refeição. Veja se você realmente precisa dela ou se a sobremesa é apenas um hábito.

 Fonte: https://www.mdsaude.com/obesidade/perder-barriga/

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