Monitoramento inteligente

Projeto estruturado pela Unimed Oeste do Paraná promove atuação integrada e baseada em dados para controle do Aedes aegypti

Unimed Oeste do Paraná lidera iniciativa regional de monitoramento do Aedes Aegypti
Unimed Oeste do Paraná lidera iniciativa regional de monitoramento do Aedes Aegypti

Você já ouviu falar em ovitrampas? O dispositivo de rastreio vem sendo utilizado com sucesso pela Unimed Oeste do Paraná para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e Chikungunya. Consiste numa armadilha para atrair os mosquitos.

A iniciativa começou em Medianeira e ganhou força após a epidemia de dengue em 2024, que mobilizou gestores e instituições na busca por estratégias preventivas mais eficientes. A Singular identificou potencial de ampliação regional e, em 2025, fez a compra de 1.729 kits de ovitrampas, viabilizando a implementação nos 12 municípios de sua área de atuação.

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ovitrampas para restreio de aedes aegypti
Juliane Spanceski -especialista em Gestão Estratégica

“A iniciativa está totalmente alinhada à estratégia institucional da Unimed Oeste do Paraná de promover o cuidado integral e atuar de forma preventiva sobre os principais agravos à saúde da população”, afirma Juliane Spanceski, supervisora do setor de Gestão Estratégica.

Os resultados já aparecem de forma expressiva. Em 2026, municípios, como Céu Azul, Itaipulândia, Missal, Ramilândia e Serranópolis do Iguaçu zeraram os casos confirmados de dengue. Outros também apresentaram reduções importantes. Caso de Santa Helena, que passou de 2.360 casos em 2024 para apenas 2 em 2026, e de Medianeira, onde os registros caíram de 3.637 para apenas 1 caso no mesmo período.

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As ovitrampas funcionam como ferramentas de monitoramento precoce da presença do Aedes aegypti. Na prática, elas permitem identificar áreas com maior circulação do vetor antes mesmo do aumento expressivo de casos da doença. “Com isso, os municípios conseguem direcionar ações de controle de forma muito mais assertiva, concentrando esforços em regiões prioritárias para bloqueios, eliminação de criadouros, visitas domiciliares e campanhas educativas”, destaca.

A implantação regional exigiu um esforço conjunto entre municípios, regionais de Saúde, Secretaria de Estado da Saúde e a cooperativa. Entre os desafios, estiveram questões relacionadas à logística, à capacitação das equipes, à definição de indicadores e à consolidação dos dados para análise regional.

“O projeto mostrou que é possível construir estratégias regionais efetivas quando há cooperação entre instituições públicas e privadas, compartilhamento de responsabilidades e atuação baseada em dados. Outra lição importante é que o enfrentamento da dengue não pode ocorrer apenas em momentos de epidemia”, afirma.

ovitrampas para restreio de aedes aegypti
Marco Aurélio Farinazzo – presidente da Unimed Oeste do Paraná

Mais do que fornecer os equipamentos, o projeto prevê acompanhamento contínuo dos indicadores e apoio às equipes locais, garantindo a continuidade das ações. Para a Singular, a iniciativa também reforça sua estratégia de atuação em saúde populacional.

“Nosso objetivo é ir além da assistência, investindo em promoção da saúde e prevenção. A dengue tem impacto direto na qualidade de vida das pessoas e na sustentabilidade do sistema de saúde”, ressalta Marco Aurélio Farinazzo, presidente e diretor de Saúde da cooperativa.

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