Planejamento estratégico: saber para onde ir faz toda a diferença

planejamento estratégico
(Foto: Ilustração/Freepik)

Saiba mais sobre o planejamento estratégico da Unimed Paraná neste artigo escrito pelo diretor de Inovação e Desenvolvimento, Antonio Carlos de Farias

Imagine embarcar em uma viagem sem definir o destino, escolher a rota ou verificar as condições da estrada. É provável que você até chegue a algum lugar, mas dificilmente será o lugar certo, no tempo esperado ou utilizando os melhores recursos. Com as empresas acontece exatamente a mesma coisa.

Planejamento estratégico
Diretor de Inovação e Desenvolvimento da Federação, Antonio Carlos de Farias, fala sobre planejamento estratégico em seu artigo

Podemos afirmar que, nos anos 1990, muitas empresas brasileiras iniciaram um novo ciclo de profissionalização. Com a Unimed não foi diferente. Entretanto, nos últimos 20 ou 30 anos, os cenários passaram a mudar em uma velocidade quase sobre-humana. Diante disso, a busca por uma gestão baseada em eficiência, governança corporativa e foco no cliente vem se fortalecendo continuamente. Atualizar-se deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade, permitindo compreender essas transformações e enfrentar os desafios que elas impõem.

Nesse contexto, o planejamento estratégico ganha cada vez mais relevância. Ele é fundamental para orientar decisões, organizar prioridades e transformar objetivos em resultados efetivos. Como um processo contínuo de análise, adaptação e definição de rumos, permite que uma organização — seja uma empresa ou uma cooperativa — estabeleça com clareza onde deseja chegar, quais ações são necessárias para alcançar esse destino e como avaliar se está, de fato, atingindo os resultados esperados.

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Pensando no ciclo 2027–2030, a Unimed Paraná vem analisando seu cenário interno e externo e ouvindo seus diferentes públicos, buscando percepções e sinais estratégicos levantados sobre passado, presente e futuro. Essa etapa foi conduzida com base em três abordagens complementares: entrevistas exploratórias, pesquisa de percepção com as Singulares e pesquisa de percepção dos colaboradores. Desse modo, aos poucos a Federação está construindo o plano que orientará sua atuação nos próximos anos.

No setor da saúde, o cenário em constante transformação inclui novas exigências regulatórias, avanços tecnológicos e mudanças no comportamento e nas expectativas dos
consumidores. O planejamento estratégico permite respostas mais assertivas às demandas do dia a dia, às obrigações e até às situações emergenciais, sem perder de vista os objetivos de longo prazo e a sustentabilidade da organização.

Ao definir prioridades com clareza, promover o uso mais consciente dos recursos tecnológicos, financeiros e humanos, alinhar todas as áreas em torno dos mesmos objetivos, acompanhar resultados e possibilitar correções de rota sempre que necessário, o planejamento estratégico confere ritmo, direção e segurança à cooperativa.

Por isso, sua revisão periódica é indispensável. Planejamento estratégico não é um exercício de adivinhação, mas uma ferramenta de gestão que orienta a tomada de decisões com base na análise criteriosa de cenários, no acompanhamento dos objetivos e na avaliação dos resultados. Ao mesmo tempo, exige flexibilidade para incorporar mudanças sempre que o contexto assim exigir.

Desdobrado em três níveis — estratégico, que define o direcionamento geral; tático, que estabelece os planos específicos de cada área; e operacional, que organiza as tarefas e rotinas do dia a dia —, o planejamento estratégico compreende, de forma integrada, o diagnóstico e a análise do ambiente, a definição (e, quando necessário, a revisão) das diretrizes organizacionais, além do estabelecimento de objetivos, metas, planos de ação, monitoramento e controle.

Os temas debatidos para a construção do plano dos próximos anos incluiu: integração sistêmica, experiência dos beneficiários e das Singulares; cultura e liderança; inteligência e transformação digital, dados e automação; sustentabilidade financeira e valor em saúde; governança, controle de risco e modelo cooperativo; proximidade e suporte às Singulares; integração e fortalecimento do cooperativismo; gestão assistencial, auditoria e custos; pressão competitiva e modelos de baixo custo; pessoas, cultura e identidade; e agilidade; entre outros.

A partir do debate foram priorizados alguns caminhos de ação que chamamos de focos de trabalho e dividimos entre as diretorias da Federação as responsabilidades por priorizá-los. São eles: aumentar a satisfação dos beneficiários, clientes e Singulares; promover a sustentabilidade econômica e social do Sistema Unimed no estado; conciliar a governança corporativa e a gestão de riscos do Sistema Unimed Paraná; acelerar a transformação digital com dados governados e automação de alto impacto; e desenvolver a cultura organizacional que sustenta a execução da estratégica. O planejamento agora vai para os últimos ajustes.

2027 está logo ali.

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