Cooperado da Unimed Londrina, o cardiologista Marco Antonio Fabiani leva uma vida dividida entre o rigor científico da medicina e a liberdade criativa da literatura. Contista, romancista, dramaturgo, autor de seis livros publicados e duas dramaturgias, ele construiu uma trajetória literária marcada por delicadezas cotidianas, observações filosóficas e uma prosa que se revela ao mesmo tempo simples e profunda — reflexo de uma vivência atenta ao humano em suas muitas dimensões.
Dizer quando começou a escrever é, para ele, tarefa quase impossível. “Ler e escrever são faces de uma mesma moeda”, resume. O hábito da leitura surgiu cedo, como algo natural. A escrita veio depois, primeiro em forma de rabiscos e poemas, até se tornar uma prática tão essencial quanto a leitura. “Com o tempo você começa a gostar de escrever tanto quanto de ler”, conta.
Entre os autores que mais o impactaram, estão nomes inescapáveis da literatura brasileira e universal. Guimarães Rosa ocupa lugar especial: “Suas descrições do sertão, sua filosofia na observação do mundo me fascina até hoje. Só que ele é inimitável…”, reconhece. Também não faltam referências a Machado de Assis e aos clássicos da literatura mundial, que o acompanham como “estrelas-guia”. Mas é nos autores locais, os londrinenses, que ele também encontra inspiração e identidade.
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No seu livro “Um dedo de prosa”, Fabiani reuniu poemas, crônicas e contos — gêneros que o ajudam a navegar por diferentes formas de expressão. Apesar disso, ele confessa um carinho maior pela prosa: “Acho poesia muito difícil, porque a diferença entre um poema maravilhoso e uma porcaria às vezes está numa palavra. Gosto mais de prosa, que é mais amistosa com os autores”, destaca.
A escrita, no entanto, não obedece a uma rotina rígida. No dia a dia, entre uma consulta e outra, ele observa, escuta, rascunha pensamentos. “Vou montando a história na cabeça, ouvindo, observando, de vez em quando fazendo anotações. Quando tenho um tempo maior faço as costuras. É tudo muito artesanal”. Assim, a prática literária se encaixa com naturalidade na rotina médica, sem atropelos.
E quanto aos próximos livros? Por ora, nenhum projeto sistematizado. “Algumas ideias esparsas, mas nada em vista. Deixa a história me achar…”, diz, com o mesmo tom sereno e reflexivo que atravessa suas obras.
Enquanto isso, é possível aproveitar as obras já publicadas pelo autor! Confira abaixo:
- Trilhas do Fogo (2004) – Contos
- Contos de Pau e Pedra (2005) – Contos
- Histórias de um Norte Tão Velho (2009) – Romance
- A Memória É um Pássaro Sem Luz (2013) – Romance
- Um Bourbon para Faulkner (2019) – Romance
- O lugar das Cinzas (2022) – Romance
Além dos livros, o médico também tem em seu histórico de escrita as dramaturgias. É autor das peças “Um Bourbon para Faulkner” e sua última obra desse estilo “Dr. Gabriel, uma Alma Partida”.
Entre diagnósticos e parágrafos, Marco Antonio Fabiani segue construindo pontes entre ciência e sensibilidade — e fazendo da escrita mais uma forma de cuidar.
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Fonte: Assessoria de Imprensa/Unimed Londrina



































