Como os modelos sucessórios podem interferir na estruturação de uma boa governança

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(Foto: Unimed Paraná)

Durante o 31º Suespar, realizado entre os dias 21 e 24 de agosto, em Foz do Iguaçu, os participantes acompanharam às Trilhas, divididas nos eixos Inovação, Cooperativismo, Mercado, Saúde e Gestão. Para falar sobre o “Processo Sucessório e Governança no Cooperativismo”, em uma das trilhas do eixo Cooperativismo, Geraldo Trindade, da GT Capacitação e Gestão Corporativa, focou em algumas reflexões: Por que Sucessão? No que consiste? A diferença entre a sucessão empresarial e a cooperativista, objetivos, bases filosóficas, bases legais, comportamento x participação dos sócios, relações de poder no cooperativismo e a perpetuação no poder x poder da perpetuação.

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Trindade destacou que em toda a cadeia de negócios existem três prós (profissionais, processos e propósitos). E finalizou lembrando que se a liderança está há muito tempo na função de líder, mas é aquela liderança que patrocina o acesso de todos os liderados e envolvidos às informações, estabelece um canal de comunicação permanente com o grupo, promove a educação, a capacitação e a conscientização dos cooperados e dos colaboradores, e, também, se atualiza, se capacita e se moderniza; merece todo o respeito de seus pares.

Daniel Januzzi, superintendente Jurídico e de Governança Unimed do Brasil, enfatizou a questão de “Como os modelos sucessórios podem interferir na estruturação de uma boa governança”. Segundo ele, o aprimoramento da governança sistêmica é primordial que os processos sucessórios ocorram em fluxo normal e sem prejuízo à gestão. A nova constituição Unimed buscou esse aprimoramento. Foram dois anos de construção coletiva, quatro ciclos de participação e contribuição de 144 Unimeds. Tudo isso para assegurar, além do fortalecimento da governança sistêmica, a agilidade nos processos e na resolução de demandas do Sistema Unimed, a padronização das estruturas, com repercussão nos Estatutos Sociais, e reconfiguração do Sistema Unimed, preservando a autonomia das cooperativas e empresas.

De acordo com Januzzi, normas derivadas e regulamentos amplamente discutidos no Sistema visam garantir pontos importantes no processo sucessório: identificação de possíveis sucessores dentro ou fora da estrutura organizacional; definição de critérios claros para a seleção e qualificação dos sucessores, incluindo implementação de cursos preparatórios e de aprimoramento; estabelecimento de um processo de transição que garanta a continuidade das atividades e a integridade das operações do ente pertencente ao Sistema Cooperativo Unimed; capacitação e desenvolvimento contínuo dos potenciais sucessores, assegurando sua preparação para assumir as responsabilidades do cargo de forma eficaz; e constituição de programa de previdência privada, a depender do porte de cada ente.

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