Liderar equipes nem sempre é fácil. Exige disciplina, empatia, comunicação clara e, principalmente, visão estratégica do negócio. Dentro do cooperativismo, esse papel se torna ainda mais crucial, pois, o gestor também é responsável por traduzir os princípios fundamentais do cooperar, inspirando seus colaboradores.
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Cooperado da Unimed Noroeste do Paraná desde 2008, o médico Cirurgião Geral e do Aparelho Digestivo Fábio Augusto de Carvalho, que atua como diretor de Mercado da cooperativa, lembra, em entrevista para o Singularidade da Gestão, que líderes precisam “respeitar a individualidade, fazer uma gestão democrática, gerir com austeridade os recursos financeiros, entender a autonomia e independência dos cooperados, mas, ao mesmo tempo, ajustar as regras do sistema de saúde ao trabalho dos mesmos, entendendo o papel da sociedade dentro do contexto cooperativo.”

O profissional, que também foi conselheiro fiscal da Unimed Paraná, pontua que a própria trajetória foi marcada pelo entendimento dos desafios que permeiam a gestão de uma cooperativa médica. “Ser um dirigente na Unimed é uma grande responsabilidade, mas, também, um grande prazer. Muitos cooperados dependem do trabalho gerado pela cooperativa para sustentar suas famílias, e isso me faz estar cada vez mais compromissado com a gestão, pois, somente a sustentabilidade do sistema poderá manter a remuneração tão desejada pelo cooperado”, reforça.
Diálogo com diferentes gerações
E falar em liderar equipes envolve, mais do que nunca, saber lidar com diferentes gerações. Conforme o diretor, a estratégia adotada na Unimed Noroeste do Paraná prioriza uma liderança personalizada e uma cultura de propósito clara, alinhada à missão cooperativista. Confira:
Estruturalmente: Implementamos modelos de trabalho híbridos e ágeis, oferecendo a flexibilidade demandada pelas gerações mais jovens, ao mesmo tempo que garantimos a produtividade e a adesão aos nossos padrões de Governança.
No desenvolvimento de talentos: Focamos no mentoring reverso e em Planos de Desenvolvimento Individual (PDIs), que garantem a intersecção de competências. Assim, a experiência e o conhecimento institucional das gerações mais antigas são combinados com a inovação digital e a busca por eficiência da Geração Y e Z, resultando em equipes de alta performance, engajadas pela excelência no cuidado à saúde.
“Essa abordagem não apenas engaja, mas transforma a diversidade geracional em uma vantagem competitiva e um pilar de resiliência organizacional.”
Valores essenciais para liderar equipes de forma inspiradora
Por fim, o médico destaca que é “fundamental o profissional se dedicar a estudar os fundamentos de gestão do tempo para definir prioridades, como capacitar pessoas, definir metas e desafios, gestão de inovação e gestão de pessoas.” Confira alguns valores citados por Carvalho, considerados fundamentais para liderar equipes:
- Visão estratégica do sistema de saúde suplementar
- Capacidade de gestão financeira e gestão de risco
- Compromisso com a regulação e conformidade legal
- Foco em resultados com responsabilidade socioambiental
- Habilidade de negociação com prestadores e parceiros
- Tomada de decisão baseada em dados e evidências
- Comunicação clara e transparente com stakeholders
- Orientação para inovação e transformação digital
- Capacidade de integrar diferentes níveis de atenção à saúde
- Liderança colaborativa e desenvolvimento de equipes



































