Entre dribles e diagnósticos, urologista encontra equilíbrio nas quadras de basquete

Confira como manter o esporte na rotina vem contribuindo até para o médico se sentir um profissional melhor

Você já ouviu falar naquela expressão “não é terapia, mas é terapêutico”? A relação de muitas pessoas com o esporte é sobre isso. Para o urologista André Matos de Oliveira,
cooperado da Unimed Curitiba, o som da bola quicando no chão é mais do que lazer. É uma forma de desacelerar, de reconectar corpo e mente. Dentro de quadra, ele encontra a
leveza que o ajuda também a ser um médico melhor.

No colégio onde cursou o Ensino Médio (entre 1994 e 1996), em Ponta Grossa (PR), o então estudante descobriu uma paixão que atravessaria décadas: o basquetebol. “Já
tinha jogado futebol, vôlei, handebol, tênis de mesa, xadrez… E pelos 14 ou 15 anos, eu acabei indo para o basquete. Esse foi o que acabou perdurando durante a vida adulta”, conta.

Ao se mudar para a capital para fazer cursinho e a faculdade de Medicina, reunir um grupo de dez pessoas para jogar ficou mais difícil. Eram raras as oportunidades. Quando
concluiu sua formação nas residências e começou a trabalhar em sua especialidade, ele voltou a praticar essa que é uma de suas atividades preferidas com mais frequência.

Para o urologista e cirurgião André Matos de Oliveira, a quadra é também um espaço de aprendizado sobre empatia, paciência e superação

Hoje, o médico mantém o esporte como parte essencial da rotina. Entre consultas, cirurgias e gravações para seu canal no YouTube, André encontra tempo para entrar em quadra semanalmente, no Clube Círculo Militar do Paraná, em Curitiba, ao lado do time de veteranos que eles chamam de Grupo Master. E, às vezes, nos fins de semana, ele joga em praças públicas da cidade e aproveita para interagir com um público mais diverso, de diferentes idades.

“Os esportes coletivos criam uma integração e um círculo de amizade que os esportes individuais geralmente não fazem. Eles trazem uma socialização muito interessante”, defende André Matos. Outro aspecto que o faz gostar muito do esporte é o tempo de pausa dos afazeres do dia a dia e, principalmente, do celular. “Você precisa deixar o celular guardado por uma, duas horas, e desconectar realmente a tua mente de todas as outras atividades”, analisa.

“São momentos em que eu vou colocar a minha energia no jogo (…), vou ganhar, vou perder, vou ficar chateado com os meus erros, vou ficar feliz com os meus acertos. E isso ajuda muito na profissão, porque a gente começa a amadurecer também como pessoa.”

André Matos de Oliveira

Nas quatro linhas, o ala-armador

André joga como ala-armador, uma das posições mais estratégicas do basquete. É o jogador que transita entre a criação das jogadas e a pontuação. Precisa pensar rápido, decidir sob pressão e manter a visão do todo. Uma função que exige raciocínio, antecipação e calma, habilidades muito necessárias na medicina, especialmente na cirurgia. No basquete, o ala-armador é aquele que orquestra o jogo, equilibra o ímpeto e a estratégia. No centro cirúrgico, o médico ocupa papel semelhante: conduz a equipe, ajusta o ritmo, busca o resultado mais preciso.

Como urologista e cirurgião, a agenda desse atleta amador é repleta de procedimentos desafiadores. “Eu já me peguei indo para o centro cirúrgico com receio, preocupado e fazendo analogia de um jogo importante, daquela mesma ansiedade que a gente entra em quadra, então isso realmente é muito curioso”, revela.

Leia Mais: Cooperado da Unimed Londrina compartilha paixão pela culinária

Junto ao frio na barriga, também vêm muitos fundamentos aprendidos em anos de prática esportiva. “Eu chamo de terapia porque são momentos em que eu vou colocar a minha energia no jogo, vou interagir com outros colegas, com outros amigos, outras pessoas, vou ganhar, vou perder, vou ficar chateado com os meus erros, vou ficar feliz com os meus acertos. E isso ajuda muito na profissão, porque a gente começa a amadurecer também como pessoa. O esporte faz a gente aprender a lidar com frustrações, a ter preparações antes de um evento”, analisa o cirurgião.

E, sim, algumas das frustrações têm a ver com lesões que o fizeram ocupar o lugar de paciente. “Já quebrei o pé, já torci tornozelo com ruptura de ligamento, e aí você tem que parar, fazer fisioterapia, recuperar-se, mas sempre focado em voltar a praticar o esporte”, afirma.

Mais do que atividade física, o basquete se tornou uma ponte entre o pessoal e o profissional

Ídolos dentro e fora das quadras

Como todo apaixonado por esportes, ele também tem suas referências. “Aqui no Brasil, a gente tem uma grande lenda no basquete, que é o Oscar Schmidt, que todo mundo que gosta de basquete considera como um dos melhores que já jogou no país. Eu sou da geração que viu o basquete feminino muito forte, então a Paula e a Hortência também, com grandes jogos”, relembra com entusiasmo.

Além disso, ele se inspira em nomes que transformaram o jogo em arte na liga norte-americana (NBA), o campeonato de basquete profissional mais assistido mundialmente. Segundo o médico, não se pode deixar de citar Michael Jordan, “um cara que mudou o jogo”. Nos dias atuais, é fã do armador Stephen Curry.

De volta ao colégio, com a bola nas mãos

Entre suas histórias mais recentes, o médico guarda boas
lembranças das edições de 2024 e 2025 do JISPAM Retrô.
Uma vez por ano, o evento reúne professores e ex-alunos que
estudaram no tradicional Colégio Sepam, em Ponta Grossa,
nos anos 1970, 1980 e 1990. A proposta é reviver os antigos
Jogos Interséries e encher as quadras de emoção e nostalgia.
Pelo depoimento do médico, o objetivo foi alcançado: “Foi
muito legal reencontrar antigos amigos e também conhecer
pessoas que, na época, já tinham até saído do colégio. E agora
temos esse vínculo com o colégio e com o mesmo esporte”.
E talvez, das arquibancadas, uma nova geração já esteja
sendo inspirada. Marcela, sua filha de 8 anos, já o viu jogar
algumas vezes e pôde assisti-lo fazendo algo que ama.

Canal Dr. André Matos – Urologista

Conheça também o canal do urologista André Matos no Youtube, espaço em que o médico compartilha informações e orientações com foco nos cuidados da saúde dos homens, sobretudo da saúde da próstata, desde 2017. Já são mais de 500 vídeos publicados e 31 mil inscritos.

https://www.youtube.com/@urologistacuritiba

Sudoku: médico cria canal dedicado ao jogo