Atenção Primária à Saúde: a estratégia da Unimed Pato Branco

Unimed Pato Branco inova com modelo de Atenção Primária, alcançando alta resolutividade e redução de custos

CAS da Unimed pato Branco (foto: arquivo Singular)

Em uma estratégia contínua de aprimoramento, a Unimed Pato Branco tem promovido uma significativa transformação cultural na assistência médica, ancorada em seu modelo de Atenção Primária à Saúde (APS). “A solução que construímos foi baseada em um processo de erros e acertos. A implantação da APS é fundamental para a sustentabilidade e para uma melhor gestão do cuidado dos beneficiários”, explica Oswaldo José de Carlos Pipino, diretor de Promoção e Assistência à Saúde da Singular.

Ricardo Antônio Hoppen – presidente da Unimed Pato Branco

As unidades de APS atuam nos Centros de Atenção à Saúde (CAS) de Pato Branco e São Lourenço do Oeste, além de atendimentos semanais em Coronel Vivida. Atendendo cerca de 3,5 mil beneficiários com seis equipes dedicadas, o modelo já celebra alta resolutividade e redução de custos. “Em São Lourenço, a redução de custos e aumento da capacidade de resolver problemas de saúde no primeiro contato foram tão expressivos que a própria população local – até beneficiários de outros planos – começou a solicitar atendimento com os médicos de família”, destaca Pipino.

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Oswaldo José de Carlos Pipino – diretor de Promoção e Assistência à Saúde da Unimed Pato Branco

Ele aponta o uso das linhas de cuidado em prontuários eletrônicos como fundamental. A ferramenta identifica condições como diabetes e hipertensão, gerando lembretes automáticos para exames anuais, essenciais no monitoramento de comorbidades. A APS oferece acesso amplo e acolhimento, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, incluindo horários estendidos para pré-natal, puericultura e saúde mental. Cada equipe mantém um canal direto via WhatsApp com seus pacientes.

O modelo começou em contratos corporativos e expandiu-se organicamente. Nele, o médico de família atua como gatekeeper, coordenando o cuidado e orientando na rede de especialistas, enquanto em outros o acesso ao CAS é livre. Segundo o médico de família, Rubens Bueno, a percepção sobre a APS evolui positivamente, com especialistas enxergando as equipes da Atenção Primária como parceiras estratégicas. “Os encaminhamentos chegam mais qualificados, com histórico bem documentado, otimizando o tempo de todos e direcionando o cuidado de maneira mais eficaz”, conta o médico.

Rubens Miqueletti Bueno – médico de família

O médico ressalta que uma APS fortalecida beneficia todo o sistema, gerando alta satisfação, redução de custos e melhoria na resolutividade. Isso é alcançado por meio de diálogo transparente e uso de dados pelas equipes. A abordagem humanizada também impacta no engajamento. “Os pacientes deixam de ser apenas números e se tornam pessoas com nomes e histórias que conhecemos. Para as empresas, isso resulta em menos ‘hiperconsultadores’, melhor controle de condições crônicas e menos idas desnecessárias ao pronto-socorro”, explica.

A Singular projeta agora a consolidação e expansão estratégica da APS, focando em investimentos na maturação de processos de dados, na implementação dos indicadores da ANS e no fortalecimento da coordenação do cuidado.

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