Atenção domiciliar: quando o hospital pode ir até você

Conheça o programa de atenção domiciliar da Unimed Paraná que envolve ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação desenvolvidas no domicílio dos beneficiários

O home care ou o serviço de atenção domiciliar caracteriza-se por um conjunto de ações que incluem prevenção e tratamento de doenças. Inclui ainda reabilitação, paliação e promoção à saúde, realizadas em domicilio. Ele é uma opção segura de tratamento especializado em casa, sempre que necessário, diminuindo a necessidade de internação hospitalar em alguns casos e/ou reduzindo o número de dias de internação, em muitos outros. Em algumas situações, se houver indicação médica pode até mesmo substituir o internamento hospitalar.

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Segundo as analistas em Atenção à Saúde, Andreia Aparecida de Oliveira, Rosimeri Lima Barankevicz e Ketlin Nazario, o Programa Saúde em Casa da Federação Unimed Paraná (Atenção Domiciliar), envolve ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação desenvolvidas no domicílio dos beneficiários. Ele é composto por duas modalidades: Internação Domiciliar que se caracteriza por atividades em saúde prestadas na residência do beneficiário (enfermagem 6h, 12h, ou 24 horas ininterruptas”); e a Assistência Domiciliar, que é um conjunto de atividades, de caráter ambulatorial, programadas e continuadas, desenvolvidas também em domicílio (antibioticoterapia, curativos especiais, fisioterapia).

A importância da atenção domiciliar

“O objetivo do programa é proporcionar um maior conforto e segurança aos beneficiários e familiares, promovendo o autocuidado, a capacitação e o envolvimento dos cuidadores para um melhor bem-estar físico, mental e social”, explica Rosimeri. Ela explica que a Unimed Federação não possui atendimento domiciliar próprio. “Contamos com a parceria de empresas terceirizadas que são contratualizadas pela Unimed para prestar o serviço para os nossos beneficiários”.

O Programa existe na Unimed Paraná, desde 2010. “Nosso foco é viabilizar um tratamento personalizado e humanizado em âmbito domiciliar, contando sempre com a participação dos familiares envolvidos no cuidado do beneficiário, diminuindo assim, quando possível, o tempo de tratamento, evitando complicações do quadro e também possibilitando uma autonomia quanto aos cuidados que se fazem necessários, dessa forma melhorando a qualidade de vida dos beneficiários”, complementa Andreia.

Um grande desafio do “Saúde em casa” tem sido esse momento da pandemia. “Estamos trabalhando de forma estratégica e ágil, para otimizar a desospitalização dos pacientes, auxiliando na rotatividade dos leitos hospitalares, liberando vagas para outros que realmente exijam esse atendimento em uma unidade hospitalar”, avalia Tânia.

Isso pode ser visto pela perspectiva dos próprios pacientes que tiveram o acompanhamento, desde o hospital, quando foi necessário, até a liberação em casa, depois de atendimentos especializados. “Buscamos trabalhar em conjunto com os prestadores de serviços (médicos, clínicas e hospitais), de modo que possamos reduzir o tempo de internação no hospital e iniciar o suporte no domicilio, evitando uma possível reinternação”, explica.

Uma desospitalização com toda a segurança e qualidade da continuidade da recuperação no domicílio é vital.  Por isso, a cooperação entre as equipes de diferentes fases que atendem o paciente ajuda no processo de recuperação como um todo. Ainda mais em situações complexas, como tem sido, as relacionadas à Covid-19. Confira os depoimentos de alguns pacientes.

Bastante história para contar

Eles enfrentaram a Covid-19 e passaram por situação de medo e angústia, entretanto, superaram e agora têm muito o que comemorar

Glauco José Rodrigues, responsável pela Gestão de Compliance e LGPD, da Unimed Paraná

“Na noite de 15 de março iniciaram os primeiros sintomas da Covid-19, com calafrios e início de febre, os quais foram se intensificando nos dias seguintes com aumento da febre, mal-estar, dor de cabeça, cansaço, diarreia e dores no corpo. Após a confirmação do resultado positivo da doença e início do tratamento preventivo, esse quadro permaneceu estável por alguns dias. Por volta do oitavo dia da doença, houve uma piora no estado geral, com uma sensação de aperto no peito, ardência nos pulmões e queda da saturação, culminando com a necessidade de intervenção hospitalar para suporte de oxigenoterapia. No hospital, foi detectado em tomografia um comprometimento pulmonar de 50% (cinquenta por cento).

Neste interregno, contatei a APS e os colegas da Federação os quais, imediatamente, por intermédio do Serviço de Atendimento Domiciliar – SAD, providenciaram o suporte de oxigênio para uso em residência que chegou no mesmo dia, o que me permitiu retornar para casa com toda a segurança e tranquilidade, tendo permanecido com esse suporte por aproximadamente quatro dias, quando então os sintomas da doença foram diminuindo, sobrevindo a recuperação paulatina.  

Involuntariamente, acabei contaminando minha esposa e, ao mesmo tempo em que eu me recuperava, ela passou a apresentar os sintomas e acabou necessitando do oxigênio, podendo também usufruir desse suporte por alguns dias, o que foi essencial naquele momento, contribuindo diretamente para a sua recuperação sem a necessidade de intervenção hospitalar.

Agradeço imensamente à toda a equipe do Serviço de Atendimento Domiciliar e colegas envolvidos pela pronta atuação e por toda atenção que nos foi dispensada durante o uso do serviço, pois esse suporte foi fundamental para que eu e minha esposa pudéssemos realizar o tratamento em casa, de forma tranquila e, felizmente, sem maiores intercorrências”, Glauco José Rodrigues, responsável pela Gestão de Compliance e LGPD, da Unimed Paraná.  

Regina Katsumi Motoyama Fukagawa, engenheira agrônoma, 46 anos

“No começo de agosto de 2020, fui diagnosticada com Covid-19. Os primeiros sintomas foram dor de cabeça e dor no corpo. Fui ao médico no dia 07/08/20 para pedir uma guia de exame para testagem de Covid. A médica solicitou exame de sangue, teste do cotonete e uma tomografia do tórax. Realizei o teste do cotonete e a tomografia no mesmo dia. O resultado da tomografia chegou para a médica à noite e a secretária entrou em contato comigo dizendo que a médica havia pedido para que eu me internasse no dia seguinte pela manhã. No começo fiquei internada em leito clínico em Ubiratã onde passei os primeiros dias bem, mas aí veio a febre. A médica solicitou outro exame de tomografia onde constatou-se uma piora no pulmão.

No dia 14/08 fui transferida para UTI no Hospital Policlínica de Cascavel. No dia 16/08 o médico intensivista solicitou uma nova tomografia onde se constatou que o pulmão já estava com mais de 70% comprometido. Foram feitas outras manobras como o uso da Tenda – (respiração com auxílio de ventilação mecânica) e a Prona antes de fazer a intubação.

No dia 18/08 eu estava muito cansada e já não conseguia mais respirar sozinha. Pedi ao médico presente para que me intubasse pois eu não conseguia mais respirar. Fui sedada e intubada. Durante o período em que estive sedada ocorreram vários outros problemas que agravaram o meu quadro. Tive bactéria no sangue onde foi necessário a troca de antibiótico, depois veio fungo na urina. Aí associaram um antifúngico. Era a oxigenação e a pressão arterial que caia, aí mais correria para me manter viva. Fui destubada e traqueostomizada. Alimentava-me através de sonda nasogástrica. Graças a Deus, aos cuidados dos médicos e enfermeiros (as) e às orações de todos fui melhorando. Tiraram-me tiraram da sedação e em um dos exames de raio X constataram que eu estava com pneumotórax. Foi feito uma pequena cirurgia para drenar o ar. Foram momentos difíceis para mim e principalmente para a família.

No dia 21/09 tive alta e pude finalmente voltar para casa. Em casa foi mais uma batalha a ser vencida, pois fiquei com sequela no pulmão e sem movimentos das pernas e pés. Foram três meses de fisioterapia domiciliar onde fazia exercício para recuperar a massa muscular e a mobilidade. Com grande força de vontade da minha parte, pois sentia muita dor nos pés, e a dedicação da fisioterapeuta, que procurava exercícios mais específicos para o meu problema, até o final do ano de 2020 recuperei a funcionalidade dos meus membros inferiores. Agora era fazer os exercícios diários que aprendi para o fortalecimento dos músculos. Hoje ainda sinto um pouco de dormência na lateral das coxas e na panturrilha esquerda e às vezes um pouco de falta de ar, mas estou bem. É vida que segue com todos os cuidados possíveis. Uso de máscara, distanciamento social, lavar as mãos sempre que possível e uso de álcool em gel. Vamos nos proteger pois o caso de reinfecção é real. Se proteja e proteja quem você ama. Regina Katsumi Motoyama Fukagawa engenheira agrônoma, 46 anos.

Giselle Naomi Onuki, 35 anos, engenheira de alimentos

“Eu peguei Covid, neste início de ano. Meu primeiro sintoma foi dor de cabeça, que começou dia 28 de fevereiro, um domingo. Na segunda, acordei me sentindo normal, mas no final do dia tive febre. Fui no PA da Unimed e eles falaram que eu estava com sintomas de Covid. Receitaram os remédios básicos e fiquei em observação. No 10º dia de sintoma, 8 de março, minha oxigenação foi para 85% e a febre continuava persistente. Voltei ao PA da Unimed, como eu estava febril e com a oxigenação baixa, imediatamente eles já me levaram para a observação, sem nem mesmo verificarem meus documentos. De repente, eu já estava numa cadeira de rodas, sendo levada para ser atendida. Só quando meu marido chegou que foram providenciar a documentação. Achei muito bacana essa atitude. E olha que eu sou do intercâmbio, minha Unimed é Unimed Paraná.  Por isso, sem documentação não saberiam com certeza se eu era mesmo cliente ou não. Eu fiquei em observação e em seguida dei entrada na UTI. Como a taxa de saturação estava sendo mantida, pude ir para internação em casa. Todos os dias uma enfermeira ia em casa para aplicar a medicação intravenosa e acompanhar como eu estava me restabelecendo.  Graças a Deus, tudo correu bem. Eu só tenho a agradecer, desde o começo fui muito bem atendida. Agora, estou tratando as consequências da Covid, fazendo acompanhamento com a fisioterapeuta e também com o pneumologista. Eu tive 30% do pulmão tomado. O pneumologista me disse que os primeiros atendimentos são muito importantes, se eu não tivesse tido um atendimento inicial rápido e assertivo, poderia ter tido um quadro mais complicado”, Giselle Naomi Onuki, 35 anos, engenheira de alimentos.

Leandra Schneider Candido, analista de Regulação da assistência à Saúde e DRG, e o marido

“Não tenho palavras para expressar minha profunda e mais sincera gratidão, como colaboradora e beneficiária da Unimed Paraná. Em março de 2021 eu, meu esposo e meu filho, de apenas 7 anos, fomos infectados pelo Coronavírus. No mesmo dia em que apresentamos os sinais e sintomas, iniciou-se o gerenciamento de saúde pelo time da APS (Centro de Atenção Personalizada à Saúde, da Unimed Paraná), médicos, enfermeiras e técnicos de enfermagem e nutricionista. Nós realizamos todos os procedimentos e administramos todas as medicações, conforme as orientações. Os sintomas do meu filho foram leve, diarreia e umas manchinhas na barriga. Eu e meu esposo apresentamos sintomas mais graves, como febre persistente e esforço respiratório. Era um cansaço indescritível, lavar louça ou até mesmo tomar um banho em poucos minutos já tinha a necessidade de descansar, dormi só de bruços ou posição de prona, não conseguia ficar sentada e apoiar as costas nem no sofá, nem na cadeira, isso comprimia os pulmões, fazendo com que a saturação caísse muito rápido. Diante desse cenário, o time da APS incluiu uma solicitação de oxigênio, fisioterapia respiratória diária e exames a cada dois dias. Nossa saturação ficava por volta de 84% e só aumentava para 94% com uso do oxigênio.  O gerenciamento da atenção domiciliar foi fantástico e dentro do tempo hábil, para evitar a internação hospitalar, o que eu e meu esposo não queríamos. Na TV, só se falava que a cada 10 doentes que necessitavam de suporte ventilatório invasivo, 8 pessoas vinham a óbito. Isso nos deixavam em desespero. Perdi um amigo, jovem, em janeiro. Sem contar que a cidade estava sem leito. Nosso médico acredita que perdermos um pouco mais que 50% da capacidade pulmonar. Foram dias de muito medo e angústia, de perder meu marido, de deixarmos nossos filhos, isso me deixava em desespero. O que nos consolava e nos confortava, era nossa fé e saber que não estávamos sozinhos e nem desamparados. Aproveito a oportunidade para agradecer com humildade e de todo meu coração, todo o apoio por meio de mensagens e vibrações positivas dos familiares, amigos e principalmente do cuidado de todo time da APS e da Atenção à Saúde.  É uma satisfação compartilhar nosso agradecimento. Eu, Leandra, Alex, meu esposo, e Theo, meu filho”, Leandra Schneider Candido, analista de Regulação da assistência à Saúde e DRG.

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