A deficiência de vitaminas é a falta de nutrientes essenciais para o funcionamento adequado do organismo, situação que geralmente provoca sintomas como cansaço frequente, fraqueza, alterações na pele e dificuldade de concentração.
Segundo uma revisão científica publicada em 2025, que analisou dados de mais de 2,3 milhões de pessoas em 102 países, baixos níveis de vitamina D são frequentes em diferentes regiões do mundo.
O dado reforça a importância de conhecer os sinais de deficiência e entender como a alimentação e outros hábitos podem contribuir para a saúde.
Neste cenário, saber identificar os sinais precocemente e entender suas causas faz diferença para a sua saúde.
Por isso, ao longo deste conteúdo, apresentamos as deficiências vitamínicas mais frequentes, seus sintomas, formas de prevenção e quando procurar avaliação profissional.
Deficiência de vitaminas: quais são as mais frequentes?
Entre as mais frequentemente associadas a baixos níveis estão:
- vitamina D: relacionada principalmente à saúde óssea e ao sistema imunológico;
- vitamina B12: importante para células sanguíneas e funcionamento neurológico;
- vitamina C: essencial para defesa do organismo e produção de colágeno;
- vitamina A: ligada à visão, pele e imunidade;
- vitamina E: atua como antioxidante e protege as células;
- vitamina K: participa da coagulação sanguínea e da saúde óssea.
E segundo uma análise da revista Frontiers in Nutrition, com dados do Global Burden of Disease (GBD), a baixa ingestão de micronutrientes ainda é um desafio global de saúde pública.
O estudo analisou a carga global das deficiências nutricionais em 204 países e territórios.
A pesquisa mostrou que, embora esse problema tenha diminuído globalmente entre 1990 e 2021, as deficiências nutricionais ainda representam uma importante questão de saúde pública.
Vitamina D
A vitamina D tem papel fundamental na absorção de cálcio e fósforo, nutrientes importantes para manter os ossos e músculos saudáveis.
Ela também participa da regulação do sistema imunológico e de diferentes processos metabólicos.
Neste sentido, a sua deficiência causa cansaço, fraqueza muscular, dores ósseas e maior risco de alterações na estrutura dos ossos.
E aqui fica um alerta: uma revisão científica sobre o estado da vitamina D em todo mundo, que reuniu dados de mais de 2,3 milhões de pessoas em 102 países, apontou que baixos níveis de vitamina D são frequentes mundialmente, o que reforça a importância de estratégias de prevenção e acompanhamento.
Entre as causas mais comuns de deficiência desta vitamina, estão a baixa exposição solar, alimentação insuficiente e algumas condições que prejudicam sua absorção.
Para prevenir:
- Tenha exposição solar segura conforme orientação adequada;
- Inclua alimentos fontes de vitamina D, como peixes e alimentos fortificados;
- Faça acompanhamento médico quando houver fatores de risco.
Vitamina B12
A vitamina B12 participa da formação das células vermelhas do sangue e ajuda na manutenção do sistema nervoso.
Ela também está envolvida no metabolismo energético e no funcionamento adequado do cérebro.
Quando está em níveis baixos, costuma provocar fadiga, formigamentos, dificuldade de concentração, alterações de memória e anemia.
Sua deficiência é mais comum em pessoas com problemas de absorção intestinal, que fazem o uso prolongado de alguns medicamentos, e principalmente em quem faz baixa ingestão de alimentos de origem animal.
“A única fonte alimentar da vitamina B12 é a origem animal. No paciente vegano, por exemplo, a gente precisa suplementar essa vitamina. Mas no vegetariano, que come leite e derivados, se estiver fazendo de forma correta, ele vai suprir todas as necessidades”, afirma a nutróloga Emy Fukuda.
Como prevenir a deficiência de vitamina B12:
- consuma fontes alimentares de B12, como carnes, ovos, leite e derivados;
- pessoas com restrições alimentares devem buscar orientação profissional;
- realize exames quando houver sintomas ou fatores de risco.
Para entender mais sobre a questão de suplementação da vitamina B12 em pacientes veganos, confira a entrevista completa com a nutróloga:
Vitamina C
A vitamina C contribui para o funcionamento do sistema imunológico, auxilia na produção de colágeno e melhora a absorção de ferro pelo organismo.
Na prática, ela tem ação antioxidante, o que ajuda na proteção das células contra danos.
Sua deficiência causa cansaço, dificuldade de cicatrização, sangramentos nas gengivas e maior fragilidade dos tecidos.
Entre suas principais causas, estão as dietas com pouca variedade de frutas e vegetais.
Para manter níveis adequados:
- consuma frutas cítricas, como laranja e limão;
- inclua verduras e legumes diariamente;
- priorize uma alimentação saudável, variada e colorida.
Vitamina A
A vitamina A é essencial para a saúde dos olhos, manutenção da pele e funcionamento das defesas do organismo.
Isso porque ela participa da renovação celular e ajuda o corpo a responder contra infecções.
Sua deficiência causa dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz, ressecamento ocular, alterações na pele e maior vulnerabilidade a infecções.
Já a falta desse nutriente costuma estar relacionada a dietas pouco variadas ou problemas de absorção.
A prevenção envolve:
- Consumir alimentos como cenoura, abóbora, ovos e vegetais verde-escuros;
- Manter uma alimentação equilibrada;
- Procurar avaliação médica quando houver sintomas persistentes.
Leia também: Saúde ocular – principais cuidados no dia a dia
Vitamina E
A vitamina E funciona principalmente como antioxidante, pois ajuda a proteger as células contra a ação dos radicais livres.
Mas além disso, ela contribui para o funcionamento adequado do sistema imunológico e da saúde muscular.
Quando falamos de deficiência de vitaminas, ainda que menos comum, pode ocorrer em pessoas com alterações na absorção de gorduras.
Alguns sinais incluem fraqueza muscular, alterações neurológicas e dificuldades de equilíbrio.
Para prevenir:
- Inclua oleaginosas, sementes e óleos vegetais na alimentação;
- Mantenha uma dieta com boas fontes de gorduras saudáveis;
- Procure acompanhamento em casos de doenças intestinais.
Vitamina K
A vitamina K participa principalmente da coagulação do sangue e contribui para a manutenção da saúde dos ossos.
No dia a dia, ela ajuda proteínas específicas do organismo a exercerem suas funções corretamente.
Por isso, a sua deficiência aumenta o risco de sangramentos e alterações na saúde óssea. Embora seja menos frequente, pode acontecer em pessoas com problemas de absorção intestinal ou uso de determinados medicamentos.
Algumas formas de prevenção são:
- Consumir vegetais verde-escuros, como couve e espinafre;
- Manter uma alimentação diversificada;
- Fazer acompanhamento médico quando houver condições específicas.
Como identificar a deficiência de vitaminas?
A deficiência de vitaminas apresenta sinais variados, por isso é importante observar mudanças persistentes no organismo e buscar avaliação profissional. Alguns pontos de alerta incluem:
- cansaço frequente sem causa aparente;
- queda de cabelo ou alterações na pele;
- fragilidade das unhas;
- infecções recorrentes;
- alterações de memória, concentração ou disposição;
- dores musculares ou fraqueza.
O diagnóstico da deficiência de vitaminas é realizado principalmente por meio de uma avaliação médica, histórico de saúde e exames laboratoriais quando necessário, como o exame de sangue.
Se você tem interesse em saber mais sobre exames de sangue, veja o vídeo a seguir:
Ademais, reforçamos que sintomas isolados não confirmam uma deficiência, pois podem estar relacionados a diferentes condições.
Como evitar a deficiência de vitaminas com uma alimentação equilibrada?
Evitar a deficiência de vitaminas depende principalmente de uma alimentação variada, composta por diferentes grupos de alimentos.
Frutas, verduras, legumes, proteínas, grãos integrais e fontes de boas gorduras, por exemplo, fornecem nutrientes importantes para o organismo.
Na busca pela prevenção, outro ponto importante é respeitar as necessidades individuais, pois idade, rotina, doenças e hábitos alimentares modificam essas demandas.
No mais, a suplementação de vitaminas deve ser feita somente com orientação profissional.
Conclusão
A deficiência de vitaminas afeta diferentes áreas do organismo e compromete a qualidade de vida quando não identificada.
Por isso, manter uma alimentação equilibrada, observar sinais do corpo e realizar acompanhamento médico são atitudes importantes para prevenção.
Lembre-se: cada pessoa tem necessidades nutricionais próprias, por isso o cuidado deve ser individualizado.
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Perguntas frequentes sobre deficiência de vitaminas
Quais são as doenças causadas pela deficiência de vitaminas?
A falta de vitaminas pode contribuir para o desenvolvimento de diferentes problemas de saúde, dependendo do nutriente em falta. Por exemplo, a baixa quantidade de vitamina D pode afetar a saúde óssea, enquanto a falta de vitamina B12 pode causar anemia e alterações neurológicas. O diagnóstico correto depende da avaliação médica.
Qual exame detecta falta de vitaminas?
A identificação da falta de vitaminas geralmente é feita por exames de sangue solicitados por um profissional de saúde, além da análise dos sintomas, histórico alimentar e condições clínicas. O tipo de exame varia conforme a vitamina investigada e a necessidade de cada pessoa.
É seguro tomar suplementos vitamínicos por conta própria?
Não é recomendado iniciar suplementos vitamínicos sem orientação profissional. O excesso de algumas vitaminas também pode causar efeitos prejudiciais ao organismo. A suplementação deve ser indicada quando há necessidade identificada por avaliação médica ou nutricional.
É possível ter deficiência de vitaminas mesmo comendo todos os dias?
Sim. Algumas pessoas podem apresentar deficiência mesmo com alimentação regular devido a problemas de absorção, condições de saúde, uso de medicamentos ou necessidades nutricionais específicas.
Todo cansaço significa falta de vitaminas?
Não. O cansaço pode estar relacionado a diversos fatores, como sono inadequado, estresse, doenças ou alterações metabólicas. A investigação adequada ajuda a identificar a causa real do sintoma.
Vitaminas em cápsulas substituem uma alimentação saudável?
Não. Os suplementos podem ser indicados em situações específicas, mas não substituem uma alimentação equilibrada. A principal fonte de nutrientes deve ser uma dieta variada e adequada às necessidades individuais.









