Gerenciamento da saúde e hábitos para maior qualidade de vida

Gerenciamento da saúde e hábitos para maior qualidade de vida

Maior parte dos cooperados em acompanhamento pelo Programa de Gerenciamento de Doenças Crônicas possui mais de uma condição crônica

“O médico cuida dos outros e esquece dele mesmo”. A frase é do diretor Clínico do Hospital São Lucas, Francisco Boscardim Netto, cooperado desde 1973, e participante do Programa de Gerenciamento de Doenças Crônicas (PGDC) da Federação.
Aos 92 anos, Boscardin conta com um acompanhamento da equipe voltado ao cuidado com sua saúde e lembra que teve bastante apoio da equipe no tratamento de um câncer de próstata, há três anos. “Para mim, o programa é espetacular. Acho que mais médicos deveriam se submeter a esse tipo de acompanhamento e acessar um benefício que é dele”, defende.
O Programa promove um monitoramento, visando à melhoria da saúde por meio de acompanhamento e utilização dos recursos adequados, como exames e consultas com o médico assistente.
Devido à rotina exaustiva e estressante que tem início desde a decisão de prestar vestibular para medicina, passando ao longo do curso por escalas de plantões e responsabilidades inerentes à residência médica, faz com que os hábitos saudáveis como sono adequado, lazer, alimentação saudável e a prática de atividades físicas não sejam incorporados na sua rotina diária, e após sua formação há um agravamento dessa falta de tempo para hábitos saudáveis. Esses fatores de risco associados à hereditariedade comprometem a saúde ao longo do tempo, como podemos perceber na carteira gerenciada.
Atualmente, o PGDC atende 232 médicos cooperados da carteira PAC (Plano de Assistência ao Cooperado). Entre eles, 165 possuem hipertensão arterial sistêmica, 130 possuem dislipidemia e 105 doenças cardiovasculares. Os números são preocupantes, principalmente em virtude da grande maioria ter mais de uma condição crônica associada.
Segundo o Ministério da Saúde, os males crônicos não-transmissíveis, como diabetes, acidente vascular cerebral, doenças cardíacas, alguns tipos de câncer e hipertensão arterial estão entre as principais causas de morbidade, incapacidade e morte no Brasil e no mundo.
Apesar de essas doenças ainda não ter cura, é possível conviver com elas e ter longevidade e qualidade de vida com cuidados simples no diários. Fazer o uso correto de medicamentos e manter a rotina de exames e consultas em dia são alguns desses itens.
Com base nisso, o PGDC é composto por uma equipe multidisciplinar que acompanha e gerencia o cuidado de cada médico cooperado. Ângela da Conceição Mendes, coordenadora da Gestão de Crônicos e Saúde e Fatores de Risco da Federação, conta que o Programa tem como objetivo principal abordar o médico cooperado para orientações básicas de saúde, tudo aquilo que o cooperado já conhece e orienta a seus pacientes é lembrado para ele também. Por exemplo, ressaltamos quanto à necessidade de ter um tempo para que ele também possa ser cuidado e ter o autocuidado.
A médica Maura Flores de Oliveira comenta que se sente protegida com o programa. “Tive uma doença séria e a partir daquele momento me senti cuidada por parte da cooperativa com as avaliações das enfermeiras e nutricionistas”.
Daniele Pedroso Inamura, uma das enfermeiras que faz o contato com os médicos, explica que essas doenças crônicas aliadas aos maus hábitos estão levando muitos pacientes à piora da doença. Para ela, “ações simples na rotina como realizar ingesta hídrica ao longo do dia e realizar caminhadas durante a semana por exemplo, refletem grandemente no bem-estar e na saúde da pessoa. Um portador de doença crônica que pratica hábitos saudáveis evita complicações sérias, agravo da doença, internamentos e o sofrimento, próprio e de sua família, podendo ter uma melhor qualidade de vida”.

Dicas de alimentação para hipertensos

Uma alimentação adequada, rica em nutrientes, melhora a função imunológica e favorece a saúde. De acordo com cada necessidade, é possível traçar um plano alimentar com refeições saudáveis, preparadas com alimentos in natura e minimamente processados. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Hipertensão listaram algumas mudanças que ajudam no combate aos efeitos da hipertensão:

• Tempero Caseiro: Uma boa opção para reduzir o consumo de sal é o preparo caseiro do tempero de alho e sal. O alho oferece proteção cardiovascular decorrente de suas propriedades antioxidantes e hipocolesterolêmicas.
• Substitua: Nas preparações culinárias utilize temperos naturais para substituir o sal, como açafrão, alecrim, alho, canela, cebola, cravo, coentro, folhas de louro, gengibre, hortelã, limão, manjericão, manjerona, orégano, pimentão, salsinha, sálvia, tempero verde, vinagre, limão e adobo. Assim, é possível realçar o gosto dos alimentos e reduzir a quantidade de sal.
• Evite os exageros e os ultraprocessados: Faça uso moderado de sal no preparo da comida e restrinja o uso de alimentos ricos em sódio, como enlatados, embutidos, conservas, molhos prontos, molho de soja (shoyo), macarrão instantâneo, caldos de carnes, temperos prontos, defumados, snacks, laticínios, carnes conservadas no sal e refeições prontas.

Alguns alimentos têm propriedades importantes e devem ser levados em conta:
• Oleaginosas: As frutas oleaginosas, como nozes, castanhas, amendoim, amêndoas e pistache contém baixo teor de sódio e quantidades significativas de substâncias que podem auxiliar na redução da pressão, como gorduras monoinsaturadas, magnésio, potássio, cálcio e substâncias antioxidantes, como os polifenóis e o selênio.
• Frutas: As frutas são ricas em várias vitaminas, fibras, minerais e substâncias antioxidantes. Todos esses compostos presentes nas frutas podem auxiliar na redução da pressão, com efeitos benéficos para a saúde dos vasos, o que pode contribuir para a redução da pressão.
• Aveia: A aveia é um alimento rico em proteínas e fibras. Adicionar aveia na dieta aumenta a saciedade e contribui para a diminuição dos níveis de colesterol e glicose no sangue.

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