Programa Segurança em Alta se reinventa durante a pandemia

Além de reforçar a parceria com hospitais, programa Segurança em Alta também ampliou o número de capacitações

O distanciamento social imposto pelo coronavírus trouxe a necessidade de rever procedimentos e estabelecer novas formas de trabalho. Algumas mudanças, no entanto, trouxeram tantos benefícios, que vão se estender para além da pandemia. É o caso dos acompanhamentos remotos do Segurança em Alta, programa da Unimed Paraná para promover a qualidade assistencial hospitalar. Antes da pandemia, frequentemente, uma equipe da Federação se deslocava por todo o estado para auxiliar os prestadores a implantar ou a adequar processos que garantissem a qualidade e a segurança no atendimento ao paciente. Agora, isso está sendo feito exclusivamente por vídeo.

“No começo, houve um certo receio do virtual. Depois, quando eles entenderam a facilidade, produzimos tantos acompanhamentos quanto antes da pandemia”, afirma a Coordenadora da Gestão da Rede Prestadora, Carla Moreira Fortes, referindo-se aos 307 encontros com prestadores e as 484 horas em orientações contabilizadas em 2020.

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Outro procedimento que acabou sendo modificado com a pandemia foram as avaliações, realizadas até então presencialmente nas três etapas do programa: diagnóstico e melhoria, qualificação e manutenção da qualificação. A mudança para o on-line exigiu muito estudo por parte dos colaboradores da Federação, que criaram novas regras a serem seguidas tanto por eles quanto pelas Singulares e pelos prestadores. O esforço deu certo já no ano passado, quando a manutenção da qualificação do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, foi feita totalmente a distância. Este ano, também na capital paranaense, a avaliação de diagnóstico do Hospital Marcelino Champagnat foi realizada mesclando atividades virtuais e presenciais. Os benefícios da mudança são a facilidade de acesso aos prestadores e a maior criticidade conferida ao processo, uma vez que os documentos são recebidos com antecedência e podem ser avaliados de forma ainda mais minuciosa.

“Não tem mais volta. Os acompanhamentos remotos e o modelo híbrido de avaliação vieram para ficar”, afirma Carla, que, junto de sua equipe, já está estudando a possibilidade de selecionar prestadores que tenham maturidade para serem avaliados de forma exclusivamente virtual.

Aprendizado constante

Durante o ano de 2020, o programa Segurança em Alta investiu fortemente em capacitação. Além dos treinamentos para Singulares e prestadores, houve oito webinares com nomes de referência no mercado da saúde e temas da atualidade. Dois encontros chegaram à marca de 200 participantes.

“O alcance do on-line é muito maior. Se fosse presencialmente, não teríamos essa quantidade de pessoas”, afirma a analista da Gestão da Rede Prestadora, Ana Paula Heier.

Este ano, a agenda do programa também está movimentada. De abril a dezembro, estão previstos oito treinamentos, dois workshops e sete webinares sobre diversos temas, dentre eles governança clínica, qualificação da rede, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e aplicação do fator qualidade. Os eventos serão divulgados por e-mail.

Apoio aos prestadores

A crise do coronavirus mudou completamente a rotina dos hospitais. Equipes médicas e administrativas tiveram que definir e colocar em prática novos protocolos, nova logística de recursos, reorganização de espaços e uma série de outros itens necessários para a assistência aos pacientes.

“A maioria dos hospitais foi pega de surpresa e teve que se reinventar, lidar com a alta rotatividade de funcionários, com as equipes doentes”, afirma Ana Paula.

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Para ajudar os prestadores a enfrentar a nova rotina, o programa Segurança em Alta disponibilizou um material de apoio com recomendações para prevenção e controle da doença, definição das responsabilidades das equipes, regras para notificação de casos, plano de ação para tratamento de riscos e orientações para a criação de um comitê de crise – essencial para lidar com situações emergenciais.

“Conseguimos ficar próximos dos prestadores para que eles mantivessem seus processos de segurança e qualidade no atendimento ao paciente”, conta Ana Paula. 

Programa Segurança em Alta

O programa Segurança em Alta tem como objetivo melhorar a qualidade e a segurança da assistência aos pacientes nos hospitais que fazem parte da rede Unimed no Paraná. Por meio da iniciativa, os processos são avaliados e um plano de ação é elaborado e colocado em prática, sempre visando à melhoria contínua.

Atualmente, participam do Segurança em Alta 6.781 leitos, de 53 hospitais, que respondem por quase 65% do custo médico hospitalar da Unimed no Paraná.

“Quando incentivamos a melhoria dos processos não é só para os pacientes da Unimed, mas também de outros convênios e do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso demonstra a nossa responsabilidade social com a comunidade”, afirma Ana Paula. 

O Segurança em Alta foi implantado na Federação em 2015, passou por uma reformulação em 2016 e desde então vem buscando novas formas de auxiliar os prestadores a melhorarem seus processos. O programa está à disposição das Singulares para adesão. Para saber mais, acesse https://www.unimed.coop.br/web/seguranca-em-alta/programa

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