Palestra ministrada por diretor da Unimed Paraná aborda o papel de sócio dos cooperados dentro da cooperativa

Quando falamos sobre cooperativismo, os primeiros pensamentos remetem a duas questões: o ato de cooperar, em si, e os sete princípios que embasam esse sistema econômico, que estão relacionados a pautas como democracia e equidade. Porém, mais que a “colaboração entre pessoas com interesses em comum”, como já é amplamente conhecido, o cooperativismo precisa ser entendido na prática, e sob uma ótica um pouco diferente. Afinal, como é possível empreender dentro do coletivo, para garantir a perenidade dentro de um propósito único?

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Com uma abordagem que relaciona conceitos e prática, o diretor Administrativo Financeiro da Unimed Paraná, Alexandre Gustavo Bley, deu início a um segundo ciclo de palestras pelas Singulares, com uma temática que traz debates fomentados pelo filósofo Aristóteles para a realidade da cooperativa. O primeiro bate-papo, realizado com os cooperados da Unimed Campo Mourão, reuniu 32 participantes, com um índice na pesquisa de satisfação NPS (Net Promoter Score) nota 10. “Todos deveriam ouvir essa palestra”, comentou um dos médicos, enquanto outro colega sugeriu que o debate acontecesse assim que há o ingresso dos novos cooperados ao Sistema.

Qual é o seu propósito?

Por meio da explicação, o diretor convida os cooperados a pensarem, de forma individual e conjunta, sobre três temas principais, que norteiam não só a discussão, como o cooperativismo em si: propósito, empreendedorismo e coletividade. Com a pergunta chave “qual era o seu propósito ao se cooperar à Unimed?”, Bley provoca uma reflexão acerca do que leva tantos médicos a decidirem ingressar no cooperativismo médico e, mais que isso, a permanecer por anos dentro de uma cooperativa. Afinal, o que desperta o sentimento de pertencimento – seja em uma profissão ou em uma empresa?

A resposta é individual, mas o propósito do cooperativismo deve ser único a todos: a busca pela dignidade profissional. E é por meio dos outros dois pilares, elencados por Bley, que o propósito pode ser atendido e reforçado. Pois, a partir do momento em que você se torna cooperado, a responsabilidade por empreender dentro da coletividade torna-se sua também.

A responsabilidade e o papel de sócio

Afinal, ao se posicionar como sócio, há a responsabilidade com a Unimed e, mais que isso, a corresponsabilidade pelo que os demais sócios – e pares – fazem. Ou seja, se um colega tiver um ato individualista, visando apenas o benefício próprio, a ação vai reverberar dentro da cooperativa e, consequentemente, impactar os demais médicos cooperados – e sócios. Desta forma, prezar pelo bem comum, pela perenidade da cooperativa em que está inserido e, mais que isso, assumir a responsabilidade pelo negócio, também é uma atitude cooperativista e empreendedora.

De maneira direta, Bley explica que há necessidade de, cada vez mais, encontrar um equilíbrio entre os desejos e interesses próprios, e àqueles que são comuns ao coletivo. Por meio dessa soma, há a competitividade necessária para a cooperativa ir ao mercado e, assim, fomentar o trabalho médico e garantir a manutenção do propósito, citado anteriormente. “A força da coletividade sustenta o ganho individual, e não o contrário”, pontua o diretor, ao relembrar a importância de, como sócio, refletir sobre as atitudes tomadas de maneira individual, e em como elas, no futuro, impactam a todos.