Afinal, como inovar? Confira 5 elementos indispensáveis nesse processo

O professor Jonathan Mendes ensina como inovar no ambiente de trabalho mantendo os pés no chão

Independentemente do faturamento da empresa, da quantidade de funcionários e do ramo de atuação, é possível (e preciso!) inovar – ou seja, fazer algo diferente. No entanto, segundo o mestre em Gestão de Cooperativas Jonathan Mendes, a inovação não deve ocorrer só porque o concorrente está fazendo ou porque tem alguém reclamando. “Precisa ser algo natural, intencional e consciente”, afirmou ele, que é também professor do ISAE (Instituto Superior de Administração e Economia).   

Jonathan Mendes
Jonathan Mendes

A inovação deve permear toda a organização, podendo ser implantada com o desenvolvimento de novas formas de trabalho, novas formas de operar o negócio e de engajar os clientes, novos produtos e serviços, novos modelos de negócio e novos mercados. 

Os horizontes da inovação, segundo o professor, dividem-se em três momentos. O primeiro é o “hoje”, que consiste em focar na otimização do lucro, proteger e ampliar os negócios atuais. O segundo é o “futuro próximo”, que prevê otimizar para o crescimento mercados e produtos adjacentes. E o terceiro é um “futuro mais distante”, que consiste em semear ações, usar tecnologias emergentes, mercados e produtos completamente novos. “Estou falando aqui de perenidade. Nós temos que descobrir o que vai quebrar nosso negócio e não deixar que os outros descubram”, afirmou Mendes. 

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Para ele, as organizações têm dificuldade de inovar porque estão muito focadas na performance e porque é mais fácil investir no que já conhecemos. Aí entra o papel do líder, de implantar uma cultura de inovação e criar estratégias para que todos possam participar e se engajar. Como fazer isso? Confira os cinco elementos indicados pelo mestre para trabalhar a cultura da inovação com os pés no chão:

1. Tenha tolerância ao fracasso, afinal as pessoas vão errar se forem inovar. No entanto, não tolere incompetência.

2. A disposição para experimentar deve ser altamente disciplinada. Ou seja, não adianta querer mudar as coisas de uma hora para outra. É preciso planejar.

3. O ambiente deve ser psicologicamente seguro, mas ter franqueza. Os colaboradores precisam se sentir à vontade para contestar decisões sem medo de retaliações.

4. A colaboração deve existir, mas com responsabilidade individual. Alguém sempre precisa responder pela ação.

5. A liderança deve ser horizontalizada, porém forte. 

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