Depoimento 21: desafios da pandemia

Não está fácil para ninguém. A Covid-19 imprimiu um novo ritmo à vida de todos. À dos profissionais de saúde, não é diferente. O susto foi grande para a maioria. Muitos ao escolherem essa área já intuíam os riscos, mas a realidade, na maioria das vezes, se sobrepõe às expectativas. Foi o que aconteceu em relação à essa pandemia. Todos, no entanto, mantêm a convicção de que, no mínimo, sairemos dessa mais fortalecidos.

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E você o que acha? Fomos ouvir o grupo de profissionais que trabalha no Centro de Atenção Personalizada à Saúde (APS), da Unimed Paraná. Veja o que eles disseram.

“Quando escolhi essa profissão, pensava em ajudar as pessoas, principalmente, na oncologia. Sempre desejei trabalhar com oncologia e busquei especialização na área. Porém, nunca imaginei viver uma pandemia. Essa pandemia me deixou receosa pelas pessoas com quem tenho contato, fora do trabalho. Tenho medo de contaminá-las. Aqui na farmácia, entregamos medicação para o tratamento da Covid-19, isso nos expõe bastante. Muitas pessoas não seguem as orientações e acabam submetendo outros pacientes e a nós mesmos a riscos maiores.

 O que procuro fazer para manter os cuidados é o uso da máscara e do álcool, além de só sair na rua quando é extremamente necessário. Ao chegar em casa, tiro os sapatos e separo a bolsa e a roupa.

Um momento tenso que passei foi quando o esposo de uma paciente veio ao centro APS buscar medicação para Covid-19 e não seguiu as orientações para aguardar no estacionamento a entrega do medicamento. Ele entrou no Centro e acabou expondo outras pessoas que aguardavam atendimento na recepção. Expôs a nós, também, pois resolveu tomar café e retirar a máscara. Detalhe: logo em seguida, ele teve teste positivo. Situações assim são delicadas.

 Para mim, a pandemia tem vários significados. Acredito que ela está mudando muitos hábitos. Inclusive ampliando a higiene das mãos, hábito que algumas pessoas não tinham. Ela vem ensinando a termos mais empatia e respeito pelo outro. Vem ensinando, ainda, que o cuidado que cada um tem é importante para si mesmo e também para o outro. Somos o coletivo e não apenas o indivíduo. E é o coletivo consciente que vai diminuir a proliferação do vírus”.

 Milena de Oliveira Jayme – farmacêutica

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