O cirurgião-geral de Paranavaí, Dirley Domingues Eugênio, encontra mais do que um hobby nas motocicletas: emoção e amizade

Foi em um dos cartões-postais mais famosos de Santa Catarina, a Serra do Rio do Rastro, que começou a história do grupo de motociclistas Amigos do Asfalto. Quatro amigos se reuniram para uma viagem de moto turismo de Paranavaí até a rodovia SC-390, e entre eles estava o cirurgião-geral da Unimed Paranavaí Dirley Domingues Eugênio.

Essa primeira viagem aconteceu há 15 anos e, de lá para cá, os encontros entre os amigos motociclistas se tornaram frequentes e, hoje, o clube reúne mais de 14 integrantes. São profissionais de diversas áreas: dentistas, engenheiros, empresários e trabalhadores autônomos, quatro médicos-cooperados da Unimed Paranavaí e um superintendente da cooperativa.

“O grupo se reúne todos os domingos para pequenos passeios na região de Paranavaí, algo em torno de 100 km, e todas as quartas-feiras nos reunimos para um happy hour”, conta Eugênio.

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Na estrada

O clube Amigos do Asfalto também conta
com outros cooperados da Unimed Paranavaí,
entre eles, os médicos Sérgio e Rubens
Divulgação/Arquivo Pessoal

O grupo também vive grandes aventuras pelas estradas da América Latina. Para essas viagens, os motociclistas preferem distâncias mais longas, acima dos 5 mil km. Com as motos equipadas, as mochilas preparadas e o sonho de conhecer novos lugares, eles já estiveram duas vezes no Deserto do Atacama, no Chile, e em Bariloche e Perito Moreno, na Argentina. Para o médico, um dos passeios mais marcantes foi a viagem para Ushuaia, na Argentina, que contou com a participação de quatro integrantes do motoclube.

“Encontramos muitas dificuldades, muita chuva e frio, ventos acima de 70 quilômetros por hora e temperatura que chegou até 6 graus negativos. Mas a paisagem compensa todo sacrifício, foram 11 mil km entre ida e volta, com 20 dias de viagem e, graças a Deus, sem nenhuma intercorrência”, relembra o médico.

O vento no rosto e a sensação de liberdade conquistaram o cirurgião-geral há quase 40 anos. E tudo começou de uma forma bem despretensiosa.

“Um dia resolvi que queria andar de moto. Comprei minha primeira em 1985, de pequena cilindrada, e fui subindo a potência com o passar do tempo e com a experiência adquirida”, comenta.

Desde então, as motos passaram a ser um hobby e sinônimo de diversão. O médico conta que já teve todos os tipos e modelos. Para os pequenos passeios de até 500 km, ele explica que prefere as da marca Harley Davidson porque assim consegue aproveitar melhor o programa entre amigos. Já para as distâncias mais longas, ele escolhe as Big Trails, como a BMW GS 1250 Adventure, que é a moto que ele possui atualmente e que é considerada a rainha das maxitrails por motociclistas que encaram longas viagens.

“Para mim é uma terapia! A vida de médico é muito corrida e estressante, e estar em cima de uma moto, sentindo o vento, me faz esquecer dos problemas do dia a dia, até porque pilotar exige muita concentração. Além de prazeroso, estou sempre em boa companhia e conhecendo diversos lugares novos”, afirma.

Episódio

Quem pilota motos tem muita história para contar, mas nem tudo são flores. O médico já sofreu um grave acidente sobre duas rodas.

“Estava com a minha esposa e, em uma curva à esquerda, não consegui realizar e acabei sofrendo um acidente importante, com perfuração de pulmão direito, fratura de múltiplos arcos costais e trauma em coxa direita e minha esposa teve fratura de clavícula e fratura de múltiplos arcos costais”, lamenta.

Depois do incidente, a esposa de Dirley Domingues Eugênio decidiu não passar mais por experiências radicais. Porém, continua sendo companhia para o médico em algumas viagens mais longas, nas quais ela acompanha o grupo de carro e serve de apoio para os motociclistas.

“Desde então, continuo minha jornada sem garupa, mas nunca sozinho, sempre na companhia de amigos”, destaca.

Andar de moto não é apenas aventura, mas
também fazer amizades pelo caminho
Divulgação/Arquivo Pessoal

Descanso

Por causa da pandemia da Covid-19, os amigos tiveram que adiar alguns planos. Mas aos 70 anos, o médico nem pensa em parar com as altas aventuras.

“Estamos marcando uma nova viagem para a Patagônia Argentina, passando por Bariloche e Mendonza”, comemora o médico.

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