Por dentro da Federação: como funciona a presidência?

No “Por Dentro da Federação” de hoje, você vai conhecer melhor como funciona o cargo de presidência da cooperativa, e quais as principais responsabilidades e desafios enfrentados diariamente

Tomar decisões, gerenciar processos, coordenar ações, ter uma visão ampla de mercado… os desafios e responsabilidades do mais alto cargo de uma empresa são inúmeros. Mas afinal, você sabe como é o dia a dia de um presidente e como as decisões tomadas por ele impactam na rotina de toda a empresa – ou, neste caso, da cooperativa?

Por dentro da Federação: conheça a Gerência de Estratégias e Regulação da Saúde

Para Paulo Faria, presidente da Unimed Paraná, que em 2021 completa oito anos no cargo, muitas das responsabilidades e atividades do cargo se resumem em um ponto principal de partida: coordenar e entender as pessoas que integram o Sistema. É a partir dessa coordenação que, de acordo com o presidente, podemos atingir resultados e provocar as mudanças necessárias para a harmonia e bom andamento da cooperativa. Tudo isso, claro, sem deixar de lado a tarefa de ser, de fato, o responsável por dar a “última palavra” quando necessário.

Confira a entrevista ping-pong realizada com o médico e atual presidente da Unimed Paraná:

Como funciona o cargo de presidência da Federação e quais as principais responsabilidades?

O presidente é o representante da empresa perante todas as nossas relações, sejam elas legais, com o governo, e regulamentares, com a Agência Nacional de Saúde (ANS). O nosso país tem essa característica presidencial.

Falando especificamente do meu cargo na Federação, existem duas grandes de linhas de ação. A primeira está relacionada à própria diretoria: temos uma Diretoria Executiva do qual eu sou o presidente. Com isso, minha função é coordenar e alinhar todas as ações e projetos feitos pelas várias diretorias, pois temos projetos que às vezes são colidentes, convergentes, tem de todo tipo…  Então, minha função aqui, além de fomentar, de estimular e estar atento a outras condições externas, é de coordenar todo esse processo para que fique tudo alinhado. Esse alinhamento deve ser claro e transparente para toda a empresa. Precisamos ter foco, pois sem coordenação as coisas ficam soltas e a empresa tem dificuldade de caminhar.

Eu sou presidente também do Conselho de Administração, que é outra condição muito mais estratégica, de realmente nortear para onde nós vamos, e discutir todas as possibilidades, cenários, mercado. Como na Diretoria Executiva, eu também tenho a iniciativa do fomento, de trazer propostas, de trazer debates, e podemos debater isso em alto nível dentro do conselho para chegar a um denominador comum.

Em resumo, a grande função do presidente é coordenar pessoas, é trabalhar e entende-las, tirando o melhor de cada um.

Como essas ações são enxergadas dentro da cooperativa?

Atualmente, temos aqui na Unimed Paraná uma gestão muito participativa, de ouvir todo mundo, dar espaço para que todos possam relatar aquilo que pensam. Porém, esse trabalho é, antes de tudo, coordenado, e há sempre uma gestão por trás de todas as ações.

Pela nossa cultura, todos esperam que quem é o presidente assuma, de fato, a função, e tome as decisões necessárias. Para isso, há a necessidade de realizar um alinhamento harmônico e transparente, atingindo, assim uma boa produtividade, levando o Sistema a fluir como o esperado.

Quais os principais desafios para a presidência e a Federação?

Os principais desafios que enxergo estão ligados diretamente à nossa atividade. O primeiro é o de mercado, com concorrentes que nunca tivemos no passado, em um cenário mercadológico totalmente diferente do que já vivemos, muito competitivo, com concorrentes que vieram para brigar forte no mercado, altamente capitalizados. Com isso, nós temos que, no dia a dia, nos reinventarmos, buscando novas maneiras de trabalhar e novas soluções.

Por outro lado, existe o contexto da própria população. O tempo passa e, com ele, a sociedade fica mais exigente. Queremos mais, melhor e mais rápido. Não suportamos mais esperar, é assim que o mundo vive, e queremos que isso venha com valor agregado e qualidade. Esse é o desafio dentro de uma área de saúde, ter celeridade e agregar o valor ao cliente em termos de qualidade assistencial, acolhimento e rapidez no atendimento.

Além disso, também pontuo a importância de aprender a usar o arsenal tecnológico em prol da nossa rede assistencial. É necessário trazer essa tecnologia para a nossa assistência e fazer com que isso de traduza nos três pilares já citados.

Para o presidente, especificamente, a tarefa é coordenar as equipes para atingir esses resultados. A realidade do modelo assistencial, do nosso sucesso até aqui, não nos garante perenidade futura. Temos que entender o ponto em que estamos e mudar isso.

Alguma conquista recente que merece ser destacada?

Várias conquistas recentes nos fizeram avançar, criando diversos caminhos para atingir os objetivos futuros. Um deles é a criação da nossa Sociedade de Compartilhamento – Compar, que vai proporcionar que tenhamos outro olhar para o mercado, mais empresarial. Temos conosco nesse projeto quase todas as Singulares como sócias, e assim temos condição de tomar decisões juntos.

Também destaco os avanços que tivemos em diversas áreas, como implantar uma nova cultura de inovação dentro da Federação, implantar uma nova Governança ligada à gestão de riscos, ao Programa de Integridade… Esses novos modelos vão criando uma cultura diferente dentro da empresa.

Outra grande conquista, a maior de 2020, foi a maneira como todos nós do meio cooperativismo nos comportamos e trabalhamos, Foi muito bacana ver todos intercooperando e trazendo a teoria para a prática. Essa ação nos proporcionou enfrentar a pandemia de maneira excepcional, com um gerando soluções para o outro que estava com dificuldades. Também pudemos nos aproximar dos nossos cooperados e prestadores, entendendo a dificuldade deles nesse período e podendo ajudá-los dentro do possível. Por meio dessas ações, reforçamos a questão cooperativista e as nossas parcerias.

Quais são as expectativas para o futuro?

As expectativas são muitas e são grandes. Esperamos realmente expandir, acreditamos muito nesse modelo, nessa filosofia do cooperativismo, que é uma filosofia de vida. Nossa expectativa é que, passando esse período difícil que o país vive, possamos realmente crescer no estado do Paraná em termos de cooperativismo de saúde, e para isso temos a adesão dos médicos, principalmente dos mais jovens e das mulheres. Temos um share em torno de 55%, com um conceito na população extremamente elevado, então queremos manter e aumentar esse reconhecimento.

Buscamos atingir uma posição de mercado mais plural, para que possamos atender as várias camadas da população. Estamos trabalhando para isso, com uma prateleira de produtos muito maior do que tínhamos no passado, e também com inúmeras iniciativas para atender as expectativas dos nossos médicos cooperados, proporcionando oportunidade para todos.

Desejamos e trabalhamos para ter uma organização assistencial cada vez mais adequada dentro do estado, buscando verticalizar e ter serviços próprios de qualidade. Isso para nós, que somos médicos, é um orgulho muito grande: poder proporcionar uma assistência de alta qualidade para os nossos pacientes e beneficiários. E, óbvio, para todos esses desafios e expectativas, devemos usar as possibilidades tecnológicas e o ganho de conhecimento para evoluir.

Em 2021, o senhor encerra o oitavo ano na presidência da Unimed Paraná. Qual o balanço da sua gestão?

O Paraná é uma referência dentro do Sistema Unimed, e isso se dá graças ao time que temos aqui dentro. Não é graças a uma única pessoa, mas sim ao time. Temos uma integração fantástica, e isso possibilita uma condução de energia para uma direção única, que é a direção do crescimento, do trabalho, de fazer realmente do Sistema Unimed Paranaense um Sistema de excelência e referência como é.

No fundo, eu vejo com muito orgulho e gratidão tudo o que se passou durante esses anos e o patamar em que chegamos, com esse grau de integração e o reconhecimento que temos não só aqui no Paraná, mas principalmente do resto do país e do Sistema cooperativismo que nos vê realmente como referência e nos respeita muito.

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