Como tratar o burnout e prevenir novos episódios

Pessoa cansada em mesa de escritório com laptop e papéis, refletindo sobre como tratar o burnout no ambiente de trabalho.
ChatGPT

Saber como tratar o burnout envolve reconhecer os sinais de esgotamento e agir o quanto antes para recuperar a saúde física e emocional.

Quando o trabalho passa a consumir toda a energia, tarefas simples parecem difíceis, a produtividade diminui e o descanso deixa de ser suficiente para aliviar o cansaço. 

Ao longo deste conteúdo, você entenderá como tratar a síndrome, conhecerá suas causas, sintomas, fatores de risco e formas de prevenção.

Como tratar o burnout? Veja 6 estratégias

O tratamento do burnout envolve uma combinação de estratégias voltadas para reduzir o estresse crônico, restaurar o equilíbrio emocional e eliminar ou minimizar os fatores que desencadearam o adoecimento. 

E é fundamental ficar de olho nesta condição. Segundo o Ministério da Saúde, a síndrome é oficialmente reconhecida no Brasil como um distúrbio relacionado ao trabalho, caracterizado por exaustão extrema, estresse e esgotamento físico e emocional, sendo o excesso de trabalho sua principal causa.

Abaixo, veja formas de como tratar o burnout!

Psicoterapia

A psicoterapia é considerada uma das principais formas de tratamento do burnout

O acompanhamento ajuda a identificar padrões de comportamento, desenvolver estratégias para lidar com o estresse e fortalecer habilidades emocionais. 

Ele também favorece a reconstrução da autoestima e da relação com o trabalho. 

Assim, com o tempo, o paciente aprende a reconhecer limites e evitar recaídas.

Mudanças na rotina de trabalho

Reduzir a exposição aos fatores que causaram o adoecimento faz parte do tratamento. 

Isso inclui reorganização das tarefas, pausas regulares, flexibilização da jornada ou redistribuição das responsabilidades. 

Em alguns casos, o afastamento temporário do trabalho é necessário para a recuperação. 

Essas mudanças ajudam o organismo a interromper o ciclo de estresse contínuo.

Redução da sobrecarga

A diminuição da carga física e mental permite que o corpo recupere seus níveis de energia, logo, é uma das formas de como tratar o burnout.

Nesse cenário, aprender a estabelecer prioridades e dizer “não” quando necessário faz parte do processo. 

Além disso, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional deve ser reconstruído gradualmente. Essa reorganização reduz o risco de novos episódios.

Atividade física

A prática regular de exercícios contribui para diminuir os níveis de estresse e ansiedade. 

No dia a dia, além de favorecer a liberação de neurotransmissores relacionados ao bem-estar, a atividade física melhora a qualidade do sono e aumenta a disposição.

Então, considere no processo de como tratar o burnout, as caminhadas, a musculação, natação e atividades ao ar livre.

 O ideal é escolher uma modalidade prazerosa e compatível com a condição física.

Autocuidado

Dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e reservar momentos de lazer fazem parte de como tratar o burnout.

E aqui, o autocuidado inclui cultivar relações sociais saudáveis e respeitar os próprios limites. 

Pequenas mudanças na rotina geram impactos significativos na recuperação e no restabelecimento do equilíbrio físico e emocional.

Acompanhamento médico e medicamentos

O acompanhamento médico é indicado quando os sintomas são intensos, persistentes ou comprometem significativamente a rotina. 

Neste momento de como tratar o burnout, o profissional avalia a necessidade de afastamento do trabalho e investiga outras condições associadas, como ansiedade e depressão. 

E quanto a essas condições, o médico Luiz Antonio da Silva Sá, especialista em Clínica Médica, Geriatria e Gerontologia destaca:

“Depressão e Burnout se interpõem e às vezes até se confundem, mas a depressão ou a ansiedade estão relacionadas a outras coisas, ao mundo e à insatisfação como um tudo. Então quando a pessoa está nessa sintomatologia, o tratamento é muito parecido — mas vamos lembrar que ansiedade e a depressão é como um todo, e o Burnout é parte disso.”

Neste cenário, em alguns casos, medicamentos podem ser prescritos para controlar sintomas específicos. 

Mas reforçamos que o uso deve ocorrer apenas com orientação médica e integrado às demais formas de tratamento.

como tratar o burnout

O que causa a síndrome de burnout?

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da síndrome de burnout, principalmente quando o estresse ocupacional se torna constante.

  • Excesso de trabalho e jornadas prolongadas;
  • Metas inalcançáveis e pressão excessiva por resultados;
  • Falta de reconhecimento profissional;
  • Ambiente de trabalho tóxico;
  • Assédio moral ou conflitos frequentes;
  • Pouca autonomia para tomar decisões;
  • Desequilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • Falta de pausas e períodos adequados de descanso;
  • Sobrecarga emocional constante;
  • Acúmulo de funções e responsabilidades.

Quais são os sintomas da síndrome de burnout?

Os sintomas costumam surgir de forma gradual e tendem a piorar quando não há intervenção. Entre os principais, estão: 

  • sensação constante de esgotamento físico;
  • exaustão emocional;
  • irritabilidade;
  • dificuldade de concentração;
  • queda na produtividade;
  • falhas de memória;
  • desmotivação;
  • insônia ou sono não reparador;
  • dores musculares e de cabeça;
  • alterações no apetite;
  • sentimento de incapacidade ou fracasso;
  • cansaço extremo, mesmo após descanso;

E para entender a diferenciação de cansaço e burnout, convidamos você a ouvir um bate-papo sobre o assunto com o médico Luiz Antonio da Silva Sá, especialista em Clínica Médica, Geriatria e Gerontologia:

Quando procurar ajuda profissional para burnout?

É importante procurar ajuda profissional na busca de como tratar o burnout quando o cansaço, a desmotivação ou o sofrimento emocional persistem por semanas e começam a prejudicar o trabalho, os relacionamentos ou a qualidade de vida. 

Neste sentido, o médico Luiz Antonio da Silva Sá esclarece:

“O diagnóstico tem que ser feito por pessoas capacitadas, seja uma psiquiatra, seja um psicólogo ou até talvez um médico do trabalho devidamente preparado, porque as pessoas confundem muito os sintomas. Elas chegam, por exemplo, no médico e falam que estão com dor no abdômen, dor de cabeça e tratam os sintomas em vez de ir até a raiz disso, a causa que leva a essa situação. E os problemas se acumulam e a questão vai ficando cada vez pior.”

Portanto, quanto mais cedo o atendimento é iniciado, maiores são as chances de recuperação.

O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado e reduzir o risco de agravamento.

Como prevenir novos episódios de burnout?

A prevenção depende da adoção de hábitos saudáveis e da construção de uma rotina de trabalho mais equilibrada. Algumas ações efetivas são:

  • estabeleça limites entre trabalho e vida pessoal;
  • faça pausas durante o expediente;
  • organize prioridades e evite sobrecarga;
  • durma entre sete e nove horas por noite;
  • pratique atividade física regularmente;
  • mantenha momentos de lazer;
  • desenvolva técnicas de gerenciamento do estresse;
  • fortaleça sua rede de apoio;
  • converse com líderes sobre excesso de demandas;
  • procure ajuda profissional ao perceber sinais persistentes.

Conclusão

O burnout é uma condição séria, mas tem tratamento e pode ser prevenido quando seus sinais são reconhecidos precocemente. 

A combinação entre psicoterapia, mudanças na rotina, redução da sobrecarga, hábitos saudáveis e acompanhamento médico, quando necessário, favorece uma recuperação mais consistente.

Também é fundamental que empresas e profissionais compartilhem a responsabilidade pela promoção da saúde mental no ambiente de trabalho. 

Afinal, cuidar do equilíbrio entre produtividade e bem-estar contribui para relações mais saudáveis, melhor qualidade de vida e menor risco de novos episódios de esgotamento.

Cuide da sua saúde mental com informação de qualidade e baseada em evidências. 

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Perguntas frequentes sobre como tratar o burnout

Burnout tem cura?

O burnout tem tratamento e a maioria das pessoas consegue se recuperar quando recebe acompanhamento adequado e reduz os fatores que provocaram o esgotamento. O tempo de recuperação varia conforme a gravidade, mas o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de melhora.

O que fazer para aliviar o burnout?

Os primeiros passos incluem reduzir a sobrecarga, respeitar momentos de descanso, buscar apoio psicológico, praticar atividade física e reorganizar a rotina. Também é importante conversar com a liderança, quando possível, e procurar avaliação médica se os sintomas forem intensos ou persistentes.

O que acontece se não tratar o burnout?

Sem tratamento, o burnout pode evoluir para quadros mais graves de ansiedade, depressão, afastamento do trabalho, problemas cardiovasculares, alterações do sono e prejuízos importantes nos relacionamentos e na qualidade de vida. A intervenção precoce reduz significativamente esses riscos.

Quanto tempo leva para se recuperar do burnout?

Não existe um prazo único para recuperação. Casos leves podem apresentar melhora em poucos meses, enquanto situações mais graves exigem acompanhamento prolongado. O tempo depende da intensidade dos sintomas, das mudanças realizadas no ambiente de trabalho e da adesão ao tratamento.

Burnout precisa de internação?

Na maioria dos casos, não. O tratamento costuma ser realizado com acompanhamento psicológico e médico de forma ambulatorial. A internação é rara e geralmente considerada apenas quando há risco importante à saúde, como crises psiquiátricas graves ou necessidade de cuidados intensivos.

Sequelas da síndrome de burnout?

Quando tratado adequadamente, muitas pessoas recuperam sua qualidade de vida sem sequelas permanentes. Entretanto, casos prolongados podem deixar maior vulnerabilidade ao estresse, dificuldades emocionais e redução temporária do desempenho profissional, tornando o acompanhamento contínuo um importante fator de prevenção.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Síndrome de burnout. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sindrome-de-burnout 
  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). Burn-out an occupational phenomenon. Disponível em: https://www.who.int/standards/classifications/frequently-asked-questions/burn-out-an-occupational-phenomenon 
  3. Organização Mundial da Saúde (OMS). International Classification of Diseases (ICD-11). Disponível em: https://icd.who.int/ 
  4. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esgotamento total no trabalho. Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/podcast/esgotamento-total-no-trabalho-classificacao-da-oms-para-sindrome-de-burnout-passa-a-valer-no 
  5. American Psychological Association (APA). Burnout and stress. Disponível em: https://www.apa.org/topics/healthy-workplaces/work-stress
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