HGU adquire novos equipamentos para atendimento à Covid

Hospital recebeu cinco respiradores e seis BRICs; equipamentos serão priorizados para atendimento aos pacientes com Covid-19

O Hospital Geral Unimed, localizado em Ponta Grossa, adquiriu cinco novos respiradores e seis BRICs (Bolha de Respiração Individual Controlada). Os equipamentos estão disponíveis para utilização em qualquer área do hospital quando se fizerem necessários, mas, neste momento, serão priorizados para cuidado aos pacientes da unidade exclusiva para atendimento de casos de Covid-19.

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Os ventiladores mecânicos (respiradores) são utilizados tanto para pacientes intubados quanto para aqueles enquadrados na modalidade de ventilação não-invasiva (VNI), quando não há intubação ou traqueostomia.

Os BRICs também fazem parte da ventilação não-invasiva. São uma espécie de capacete, em formato de bolha, de uso individual, impermeável e com conexões respiratórias que permitem uma zona de controle de oxigênio para ajudar o paciente que ainda não precisou de intubação ou que, eventualmente, está saindo desse processo, em especial os que não se adaptam a outro tipo de ventilação.

Vantagens da aquisição dos equipamentos

De acordo com Eduardo Bacila de Sousa, presidente da cooperativa médica, os novos equipamentos vão atender tanto o crescimento do número de casos confirmados quanto algumas necessidades específicas. “Entendendo pandemia não terminou, que a gente tem identificado casos mais graves com repercussão pulmonar de Covid-19 e que esses internamentos tem sido por mais tempo do que costumavam ser no início da pandemia, então nós continuamos investindo em equipamentos para dar suporte ventilatório”, explica.

Os equipamentos de ventilação não-invasiva, além de incrementar as tecnologias disponíveis no hospital no atendimento à Covid, proporcionando agilidade e otimização no tempo das equipes, também favorecem os pacientes em diversos aspectos. “Não possuem efeito aerossol, interferem menos na fala, é compatível com qualquer formato de rosto e minimiza lesões faciais”, esclarece Luciane Zanetti, gerente assistencial do HGU.

Segundo Thomas D’haese, médico intensivista e coordenador da UTI Covid da instituição, “estudos conduzidos pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, comprovam que a utilização de um aparelho VNI pode reduzir em até 20% a necessidade de intubação em pacientes com a doença. Há também estudos feitos na Europa, especialmente na Itália, indicando que pacientes com Covid-19 tiveram uma redução de 54% na necessidade de intubação quando utilizaram o método VNI”.

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