O médico de 2030: como a tecnologia deve impactar a saúde

Live promovida pela CNU abordou as transformações da tecnologia e a necessidade de mudança de comportamento dos profissionais da saúde

Soluções médicas cada vez mais próximas das pessoas: essa é uma das principais tendências desenhadas para a área da saúde, abordada pela live “O Médico de 2030”, promovida pela Central Nacional Unimed (CNU). O encontro debateu, entre diversos temas, a evolução tecnológica que vivemos atualmente e como essas transformações devem impactar o setor da saúde no Brasil.

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Inovação gera inovação. Com essa afirmação, o fundador do Makers, professor na Singulary University e colunista da UOL, Ricardo Cavallini, provocou os telespectadores a pensarem sobre a sociedade em que estamos inseridos, e como ela tem se transformado ao longo do tempo. “Hoje existe a possibilidade de imprimir aparelhos, órgãos humanos, itens que poderiam ser temas de ficção científica há alguns anos e hoje existem”, diz, ao destacar, por exemplo, os robôs que dançam e a deepfake – técnica de síntese de imagens ou sons humanos baseada em inteligência artificial.

De acordo com Cavallini, uma tecnologia puxa a outra, pois tudo o que é inventado pode ser melhorado. “A Inovação pode ser uma inovação de processo, de produto, pode ser de ruptura, incremental… ela é variada”, destaca. E, quando abordamos a saúde em específico, o professor lembra que é necessário estar atento à essa onda tecnológica e usá-la em prol de melhorias e inovação também nessa área. “As soluções médicas estão ficando mais próximas das pessoas, e isso sem precisar, necessariamente, de médicos como intermediários do processo. Essa situação exige uma mudança de comportamento do profissional da saúde”.

Para tanto, o palestrante destaca a integração dessas três frentes – pessoas, soluções médicas e profissionais da saúde. Para Cavallini, essa é uma das características do profissional do futuro: adaptabilidade para estar alinhado às transformações e saber aplica-las na rotina de trabalho. Além disso, é importante o desenvolvimento de soft skills e estar em constante aprendizado. “A mesma garra usada para conseguir enfrentar a pandemia deve ser usada também em outras épocas”, completa.

Parceria

Em seguida, o head de Estratégia e Educação da SingularityU Brasil apresentou a Trilha Tendências do Futuro e Mindset Exponencial que será lançada em breve, com conteúdos direcionados a essas tendências abordadas na palestra de Cavallini, e relacionada às competências necessárias ao “médico do futuro”. No evento, foi divulgada a parceria entre a CNU, HSM – plataforma de educação corporativa – e a SingularityU Brasil, que irá atender, inclusive a todo o Sistema Unimed do Brasil, com oportunidade de desenvolvimento aos públicos de interesse.

Opinião de quem viu – As competências do médico de 2030

A live promovida pela CNU foi acompanhada por diversos colaboradores da Unimed Paraná, que opinaram sobre quais são as principais competências que os médicos do futuro devem possuir para avançar junto à tecnologia. “A palestra principal mostrou tudo que que tem se transformado e a reflexão de que para inovar, muitas vezes é preciso colocar em prática ideias simples”, pontua a colaborada do Núcleo de Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade (NDHS), Priscila Osike.

Já a colaboradora Geovana da Boit Mariot, também do NDHS, elencou cinco pontos principais sobre o tema:

Adaptabilidade: A novos contextos, novas tecnologias e novos comportamentos;

Gestão da Mudança: Primeiro passo é aceitar que as coisas mudam;

Constante aprendizado: Para acompanhar as transformações e fazer as coisas de uma forma melhor;

Colaboração: Visão de ecossistema e estabelecimento de parcerias para ganhos em conjunto;

Desenvolvimento de Soft Skills: Principalmente empatia, para entender e estabelecer uma boa relação com o cliente.

O diretor de Inovação e Desenvolvimento da Unimed Paraná, William Procópio dos Santos, que também acompanhou o evento, destacou a necessidade de transformação e mudanças também nos processos de gestão dentro da saúde e não apenas ficar na dependência de avanços tecnológicos. “É preciso aprimorar as relações e as competências dentro do ecossistema da saúde”.

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