Acompanhe o terceiro episódio da série “O que é ser médico hoje?”. A convidada é a estudante de medicina Julia Lopes

A Revista Ampla iniciou, no dia 18 de outubro, uma série sobre O que é ser médico hoje. Com um episódio por mês, a série vai ouvir médicos durante um ano, e o material será aproveitado para um documentário sobre o mesmo tema.

Clique aqui e relembre o segundo episódio da série

A ideia é discutir os caminhos, as transformações e o que é perene nessa profissão tão impactante para todos nós, uma vez que carrega em si um objetivo ímpar, o cuidado com a vida, a começar pelo compromisso assumido pelo médico ao término de sua formação acadêmica – o famoso juramento de Hipócrates.

Neste terceiro episódio, a entrevistada é a estudante de medicina, Julia Lopes. Confira a matéria e o vídeo!

Ser médica: do sonho à colação de grau

Enquanto as outras meninas procuravam as histórias das princesas nas feiras de livros, ela se interessava pelos temas sobre o corpo humano. Ali, ainda criança, surgiu o sonho de ajudar as pessoas. Agora, prestes a colar grau, Julia Lopes não tem dúvidas: “eu descobri e aprendi como fazer isso”.

Embora tenha ingressado no curso razoavelmente rápido para os padrões de concorrência, Julia reconhece o prazer de estudar aquilo que gosta. “Na época do cursinho, havia muita insegurança, receio de não conseguir entrar, além de ter que estudar algo que não era o foco principal”, relembra. “A faculdade é muito mais puxada, mas é algo que tem a ver com o sonho, a realização, então, tudo fica mais tranquilo”.

Como estudante, Julia Lopes fez trabalho de orientação remota durante a pandemia. Tirava dúvidas, num momento em que a maioria das pessoas estavam assustadas com o coronavírus. “Eu acho que a pandemia ressignificou o papel do médico. A sociedade percebeu a real importância e reconheceu isso”.

Das vivências na graduação e internato, Julia se recorda de uma visita domiciliar feita a um paciente. Após o atendimento, a filha da paciente – muito humilde – fez questão de oferecer uma guloseima como agradecimento. “Mesmo na simplicidade, eles fizeram questão de reconhecer e foram gratos pelo que nós fizemos. Isso nos alegra muito”.

Muito próxima de atuar profissionalmente, ela entende que a telemedicina veio para mudar padrões. Para ela, será muito útil na triagem, reconsultas, mostrar resultados de exames. “Nos demais casos, a presença, o contato pessoal entre o médico e o paciente continua sendo essencial para encontrar o melhor tratamento”, pondera.

A internet, para Julia, é um grande desafio para os médicos. Os pacientes adentram nos consultórios informados sobre a doença e tratamentos. “A internet só não diz o que é apropriado para aquele paciente. Cada pessoa precisa ser vista individualmente para o médico adotar a conduta que trará melhores benefícios para aquela pessoa”, reflete.

Aliás, uma relação de confiança e respeito nunca podem faltar na relação entre médico e paciente. “Os dois lados precisam estar dispostos a ouvir um a outro e seguir as indicações para chegar a um bom resultado”. A futura médica entende como muito saudável a troca de experiência com os colegas que já estão no mercado há muito tempo. “A gente tem as novidades e eles a vivência, a prática diária. Essa troca pode ser muito boa e produtiva se as duas partes acreditarem que pode dar certo.”

Julia pretende fazer residência em clínica médica. Ela olha o futuro com otimismo e alegria. “A medicina vai abrir muitas portas para mim. Eu quero ser uma profissional de excelência, competente e que faz a diferença na vida das pessoas”, vislumbra. Quando olha para a trajetória de estudante, ela não hesita: “faria tudo de novo. Todas as horas de estudo, todo esforço, valeram a pena, quando você vê que pode mudar a vida de uma pessoa. Isso é ser médico”.  

Confira todos os episódios:

#1 Alexandre Gustavo Bley

#2 Jackson Prochmann

#4 Katerin Martins Demozzi

#5 Cátia Sperka Furlan

#6 Rodrigo Cechelero Bagatelli

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