“O que é ser médico hoje?” Confira o primeiro episódio da série

Acompanhe o primeiro episódio da série “O que é ser médico hoje?”. O convidado é o cirurgião vascular Alexandre Gustavo Bley

A Revista Ampla inicia uma série sobre O que é ser médico hoje. A série vai ouvir médicos durante um ano. Será um episódio por mês, a partir deste 18 outubro de 2021, data em que se comemora o Dia do Médico. O material será aproveitado para um documentário sobre o mesmo tema.

A ideia é discutir os caminhos, as transformações e o que é perene nessa profissão tão impactante para todos nós, uma vez que carrega em si um objetivo ímpar, o cuidado com a vida, a começar pelo compromisso assumido pelo médico ao término de sua formação acadêmica – o famoso juramento de Hipócrates.

Neste primeiro episódio, o entrevistado é o cirurgião vascular Alexandre Bley. Confira a matéria e o vídeo!

Ser médico: vocação para trazer bem-estar aos pacientes

Gratidão. Este é o sentimento do cirurgião vascular Alexandre Gustavo Bley quando olha para os 26 anos de formação como médico. “É uma sensação de gratidão porque é um privilégio exercer uma profissão tão nobre, tão linda”, afirma. 

Ele tem na infância a lembrança do desejo de ser médico. “Eu tinha muita curiosidade e pensava mesmo em algo quase como um super-herói”. Realizar o sonho de menino envolveu não só o esforço individual, mas também o empenho de muitas outras pessoas. “Tem a família, os meus pais, amigos. Depois de formado, minha esposa e filha. Muitas vezes a gente não consegue dar a atenção devida à família para cumprir com os compromissos profissionais. Sou muito grato por toda essa compreensão e apoio. Da mesma forma, sou grato aos colegas que partilham do mesmo propósito, e aos pacientes, que com suas demandas nos ensinam e moldam o curso dessa história.”, completa.

Bley acompanhou as mudanças ocorridas na profissão ao longo de mais de duas décadas. Do primeiro atendimento à chegada dos grandes grupos no setor da saúde, está ocorrendo uma alteração na forma de exercer a medicina. “Quanto ao mercado de trabalho, percebo que a medicina tem ficado ‘menor’ no aspecto liberal e aí a gente verifica muitos postos de trabalho, ambulatórios, o médico, na área hospitalar, sendo contratado por hora ou plantão”, exemplifica. “Essa modificação na estrutura do trabalho do médico tem sido muito célere e alguns colegas parecem querer acreditar que isso não acontecerá”, completa.

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Para o cirurgião vascular, a pandemia acelerou algumas etapas na informatização dos serviços de saúde. “A telemedicina já existia há algum tempo, mas foi muito potencializada neste momento”, pondera. Outra decorrência desse mal que assolou o mundo é um novo olhar sobre o papel do médico e da própria saúde. “Entendo que agora as pessoas percebem, de modo geral, o quanto é importante a medicina preventiva”, analisa.

Com sorriso no rosto e voz calma, Bley acredita que o sucesso de um médico é medido quando ele passa a ser recomendado para toda a família, amigos e conhecidos do paciente. “O que se estabelece no consultório é uma relação de confiança. Então, quando eu recebo aqui alguém indicado por um familiar, alguém que foi tratado por mim, eu me sinto realizado”.

Dentre alguns momentos curiosos, o cirurgião conta ter atendido a mãe de uma paciente que viera do Japão e passou por um procedimento aqui em Curitiba. “Ali no centro cirúrgico, tentei encontrar um jeito apropriado de me comunicar com ela. Até aprendi algumas palavras em japonês”, relembra. 

Apaixonado pela profissão, Bley considera que ser médico é uma vocação. Ele recorda uma frase do escritor Rubem Alves – alegria é remédio –  para citar momentos de maior realização profissional. “Para nós, é uma alegria imensa quando você consegue trazer o bem-estar para o paciente, mudar, muitas vezes, o curso de uma vida, isso é uma fonte inesgotável de alegria”, reflete.

“Você se dedicou, você estudou e você vê que aquilo realmente transformou a vida de uma pessoa. É uma liberação de endorfina, você fica energizado. É uma alegria, uma satisfação imensa”, finaliza.  

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